Frota Media Capital procura ter maior controlo sobre os recondicionamentos

A TVI fez 24 anos e uma nova decoração das suas viaturas acompanhou o rebranding da marca.

Foi um bom pretexto para conhecer a frota automóvel de um dos maiores grupos de média que, além da estação de televisão líder em audiências, é proprietária de estações de rádio e de uma produtora de conteúdos, a Plural Entertainment

O controlo da frota automóvel do Grupo Média Capital é responsabilidade da Direção de Serviços Centrais Corporativos, cuja gestão está entregue a Nuno Semião (que acumula também a Direção de Compras), que gere no terreno as necessidades das viaturas, articulando os diversos serviços de que dependem para se manterem operacionais.

TVI faz rebranding à imagem da frota automóvel

Enquanto responsável também por todas as compras do grupo tem clara noção do peso que os transportes têm nas contas da empresa, mas também da importância de dispor de boas viaturas e nas melhores condições de prestarem serviço.

É que, na maioria das vezes, não existe segunda oportunidade, já que muitos carros do grupo Media Capital são destinados às equipas de reportagem ou aos técnicos que garantem as emissões de TV e rádio, e as coberturas noticiosas nem sempre podem ser agendadas e, regra geral, há quase sempre urgência na sua difusão.

Estas razões justificam a necessidade das viaturas de reportagem terem de estar sempre preparadas para arrancar e prontas para percorrerem qualquer distância.

Por isso, baseando-se num histórico de fiabilidade com mais de 15 anos, o grupo Media Capital evita algumas marcas quando seleciona novas viaturas.

E foi também a urgência de ter a frota sempre operacional que levou à realização de acordos com determinadas oficinas.

No que toca à utilização das viaturas, a política de frota não pode ser tão rígida quanto o que seria desejável por motivos que se prendem com a especificidade da atividade.

Os dispositivos Cartrack instalados em alguns carros servem basicamente para localizar a viatura em caso de roubo, enquanto os dados recolhidos se destinam apenas a uma análise interna de eficiência.

No que se refere à sinistralidade, foi desenvolvido um trabalho de sensibilização que é muitas vezes limitado novamente pelas características da utilização de algumas viaturas. Existem normas de responsabilização em termos de sinistros (as franquias dos seguros são imputadas aos utilizadores) e a empresa tem uma política restritiva ao nível de multas.

São regras que estão na norma de frota do Grupo, mas que abre exceções em casos específicos, após análise.

Recondicionamentos

“Não resistimos a desafiar quem colabora connosco para fazer coisas diferentes, nomeadamente na área dos recondicionamentos”, Nuno Semião, Media Capital

Uma das grandes preocupações do grupo Media Capital na área das frotas são os recondicionamentos.

O seguro de recondicionamento ajudou a reduzir a conta, o contrato firmado com uma oficina para executar esse trabalho, as pré-inspeções às viaturas e contestar os relatórios da SGS já permitiram reduzir diretamente, para cerca de metade, os custos de terminação.

“Mas queremos mais. Uma das nossas características é a criatividade. Por isso, não resistimos a desafiar quem colabora connosco para fazer coisas diferentes, nomeadamente na área dos recondicionamentos”, garante Nuno Semião, manifestando uma vontade:

“Gostaríamos de arranjar um modelo em que pudéssemos, ‘à priori’, ter um maior controlo e não apenas esperar  pelo fim dos contratos, para depois andar a remediar situações que não estavam identificadas”

Desafios: carro elétrico e carpooling…

Carros elétricos e um sistema de mobilidade assente em plataformas de carpooling.

São esses os desafios que a Média Capital está a analisar.

“Os carros elétricos fazem algum sentido. Há 3 anos que andamos a avaliá-los mas o carácter imprevisível de alguma da nossa atividade ainda não se conjuga com as limitações de autonomia. Por isso, não vamos ter carros elétricos só para dizer que os temos e depois não são utilizados. Contudo estamos a estudar uma forma de conjugá-los com um sistema de carpooling ou em situações em que é seguro os utilizadores não terem de percorrer grandes distâncias”

B.I. da Frota

  • Cerca de 300 viaturas (200 a 205 são ligeiros de passageiros), 107 das quais ao serviço da TVI: 94 ligeiros de passageiros, 4 comerciais e 9 carros técnicos
  • Financiamento: variável consoante tipologia e uso. Todos os de passageiros em renting. Carros técnicos por aquisição, equipados ou não, dependendo do projeto
  • Gestora predominante: Leaseplan
  • Marca automóvel predominante: Renault
  • Contratos AOV: 4/5 anos, quilometragens bastante variáveis até 120 mil kms. Inclui tudo menos seguros e combustível.
  • Sistemas: Cartrack, só utilizado em algumas viaturas para localização
  • Utilizadores: versões de passageiros para quadros, equipas de reportagem, equipas de produção, equipas técnicas; veículos comerciais essencialmente para equipas de produção; algumas carrinhas de 9 lugares para necessidades de transporte pessoal
  • Equipamento/caderno encargos em viaturas ligeiras de passageiros: AC, sistema mãos livres e pneu suplente. Nos utilizados pelas equipas de informação, a volumetria e dimensão da bagageira é requisito essencial para guardar material técnico de maneira a não ficar visível. Maioritariamente carrinhas de cor branca para poderem ser caracterizadas.
  • Renovações: 100 em 2016, 23 em 2017 (entre julho e outubro)
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