Automóveis dinamizam crédito em Portugal. Para Usados cresce 42%

Em maio de 2017, o comércio de viaturas novas e usadas foi de novo o principal dinamizador do crédito clássico concedido pelas Associadas da ASFAC – Associação de Instituições de Crédito Especializado.

O financiamento exclusivamente declarado para meios de transportes totalizou mais de 184 mil milhões de euros, cerca de mais 46 mil milhões de euros que os 138.433 mil milhões concedidos no mês anterior e mais 37% do que no mesmo mês de 2016.

A aquisição de meios de transporte representou 69,5% do crédito clássico, num mês em que a venda de automóveis novos, em Portugal, atingiu as 26.770 unidades.

Cerca de 127,72 mil milhões de euros destinaram-se à compra de veículos de passageiros usados (69% deste tipo de crédito, mais 42,3% de evolução homóloga) e cerca de 44,6 milhões a carros de passageiros novos (mais 8,7%).

Em destaque o aumento da utilização do crédito para a aquisição de veículos comerciais usados: mais 42,2% que em maio de 2016.

O total do crédito concedido em maio de 2017 pelas associadas da ASFAC quase atingiu os 265 mil milhões de euros.

A maior subida na atribuição de crédito no mês de maio foi suportado pelo aumento do financiamento a fornecedores (stock), que representou quase 47% do crédito9 concedido nesse mês.

Superou os 372,4 mil milhões de euros, mais 46,9% do que em maio de 2016.

Neste capítulo cabem empresas de retalho automóvel, incluindo as que prestam serviços (manutenção, combustível, etc.)

Do mesmo modo, o crédito pessoal a particulares, que representa sensivelmente 21% dos empréstimos concedidos pelas Associadas da ASFAC, contempla algumas compras automóveis não declaradas.

O peso do sector automóvel pode ainda ser apreciado no crédito Revolving (crédito renovável, cartões de crédito, incluindo de empresas de retalho pós venda automóvel), que supera os 157,2 mil milhões, mais 14,3% do que no mesmo período do ano passado.

O número de contratos de crédito para meios de transportes aumentou, em média, 28,5%, sendo a esmagadora maioria (93,8%) de particulares.

Para as empresas verificou-se uma subida de 18,7% face a maio do ano passado.