Consultora Mercer analisa comportamento das empresas

A maioria (81%) das empresas auscultadas no estudo da Mercer não promove ativamente a utilização de outros meios de transporte, 71% não planeia reduzir a sua frota de automóveis e apenas 10% pensa alterar esta prática nos próximos dois anos.

Esta é uma das conclusões mais importantes no “Company Cars Policy Survey 2017”, realizado entre Fevereiro e Março deste ano junto de 57 organizações representadas em Portugal, algumas de origem portuguesa e outras com escritórios em território nacional, dos seguintes setores de atividade: banca, farmacêutica, seguros, engenharia, energia, automóvel, tecnologia, saúde, indústria, hotelaria, indústria
alimentar e eletricidade.

Outra conclusão importante no que respeita a políticas verdes, as respostas dos inquiridos pela Mercer permite concluir que 22% admite já ter implementado a introdução de automóveis híbridos ou elétricos nas suas frotas, enquanto 29% refere a intenção de o fazer nos próximos dois anos.

Quase metade (49%) diz não planear adicionar automóveis híbridos ou elétricos à sua frota, sendo que 53% referiram que não faz parte da sua estratégia limitar o seu parque automóvel a veículos com baixas emissões de CO2.

O estudo mostra ainda que 71% dos auscultados no trabalho não tem veículos próprios e 90% opta pelo leasing dos mesmos.

Métodos de atribuição de viatura

Metade das empresas que possuem veículos próprios oferecem o combustível na totalidade aos seus colaboradores, sendo que 42% apenas o fornece para uso profissional.

Por outro lado, e no que se refere ao regime de leasing, apenas 43% das empresas garantem a totalidade do combustível e 35% apenas o oferece para uso profissional.

O critério mais frequente (81%) para a cedência de um automóvel é a posição que o colaborador ocupa.

O segundo critério mais utilizado é a necessidade de serviço (74%).

O inquérito mostra ainda a dificuldade de alocar automóvel para todos os colaboradores de uma empresa, sobretudo quando estes são em grande número.

Neste caso, os colaboradores vêm-se forçados a utilizar o seu veículo próprio, sendo que uma grande percentagem das empresas auscultadas (71%) não concede qualquer tipo de ajuda de custo nesta situação.

As organizações que concedem ajudas de custo aos seus colaboradores devido à utilização de automóvel têm como principais fatores para determinar o subsídio a pagar os custos de providenciar um veículo (57%) e os custos de manutenção e seguros (29%).

Apurou-se ainda que 43% das empresas cobre os custos de combustível para colaboradores que utilizem o seu veículo próprio.

Política de frota

Apesar do reconhecimento da importância dos custos da frota automóvel, 43% das empresas portuguesas inquiridas optam por uma política local, 33% admite ter uma política local mas com intervenção da organização-mãe e 24% rege-se por uma estratégia global.

Das empresas inquiridas, mais de metade (59%) gere a sua política automóvel a partir do departamento de Recursos Humanos.

Em 22% das empresas inquiridas, esta responsabilidade está no departamento Financeiro.

O estudo destaca também que 67% das empresas utiliza o critério do número de meses para a troca de automóvel, sendo que a maioria (62%) procede à substituição quando os veículos têm entre 3 a 4 anos.