Automóvel acelera crédito em Portugal

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Empresas do setor automóvel e compra de viaturas impulsionam crédito em Portugal

O crédito concedido em junho de 2017 registou uma subida de 11,6% face ao mesmo mês de 2016, totalizando 839 milhões de euros.

Os valores das associadas da ASFAC – Associação de Instituições de Crédito Especializado, revelam que o aumento está a ser impulsionado pelo crédito clássico concedido a empresas, mais 31,7% do que no mesmo período do ano passado, contabilizando 15.537 milhões de euros.

Este montante é proveniente, quase na sua totalidade, do financiamento de viaturas a empresas.

Mantêm-se a tendência de crescimento no crédito clássico concedido a particulares, representa 28,3% do total do financiamento concedido.

A aquisição de meios de transporte continuou a liderar o destino dos montantes concedidos em crédito clássico, com 70,1% do total do financiamento, situando-se nos 177 milhões de euros.

No segundo trimestre de 2017, comparativamente ao mesmo período de 2016, o crédito atribuído aumentou 12,6% entre abril e junho deste ano, somando 2.302 milhões de euros.

Esta recuperação deve-se, essencialmente, à subida de 28,8% do crédito a particulares, o que representa 29,7% do total do financiamento concedido.

Já o crédito revolving aumentou 14,3% comparativamente com o segundo trimestre de 2016. Quanto aos meios de transporte, têm a maior fatia do crédito clássico, 69%.

Relativamente aos montantes financiados para as viaturas ligeiras de passageiros usadas, cresceram 67,8% no segundo trimestre deste ano, face ao período homólogo de 2016.

De destacar também nestes indicadores o aumento da venda de motos, mais 48% do que no segundo trimestre de 2017.

Para o presidente da ASFAC, António Menezes Rodrigues, os dados de julho, e do segundo trimestre do ano, evidenciam que o sector está “a ter um crescimento sustentável” destacando que “é o financiamento das empresas da área automóvel que está a funcionar como principal impulsionador”.

Seguem-se os valores relativos a junho de 2017. Nas tabelas deve ler-se junho em vez de julho:

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