Renovação de frotas contribui para a dinamização do crédito automóvel

“A renovação de frotas e a atratividade das taxas de juro assumem um papel relevante no aumento das vendas de automóveis”

O aumento de 16,4% do crédito concedido em julho de 2017 pelos associados da ASFAC – Associação de Instituições de Crédito Especializado – é responsabilidade do crescimento do comércio automóvel em Portugal, refere esta associação.

Grande parte do total de 739.023 milhões de euros concedidos está assim do lado da rubrica dos meios de transportes no crédito clássico (cerca de 25% desse total, com mais de 12 mil milhões de euros), ao qual deverá somar-se parte do crédito às empresas que operam nesta área (nomeadamente para abastecimento de stocks) e ainda parte importante do crédito revolving (cartões de crédito).

“O aumento do valor do crédito concedido para viaturas a empresas e particulares é o reflexo da dinamização da economia portuguesa e da consequente mobilização dos agentes económicos no sentido de financiarem os meios de transporte, quer para a atividade empresarial quer para uso de particulares”, refere o comunicado desta associação.

A ASFAC explica que, “no caso dos particulares, a descida da taxa de desemprego, que no 2.º trimestre de 2017, se situou em 8,8% (comparativamente com 10,1% no trimestre anterior) contribui positivamente para o aumento da venda de veículos”.

“No caso das empresas, a evolução do  PIB, que registou uma variação homóloga de 2,8% no 2.º trimestre de 2017 (taxa idêntica à verificada no 1.º trimestre), contribui para uma situação financeira mais favorável das pequenas e médias empresas nacionais, que configuram uma importante fatia da carteira de clientes que recorre aos Associados da ASFAC no âmbito do financiamento automóvel”.

“A renovação de frotas e a atratividade das taxas de juro assumem também um papel relevante no aumento das vendas de automóveis”, lembra a ASFAC.

Crédito automóvel para empresas e particulares

Analisando as tabelas abaixo verifica-se que o financiamento para aquisição de meio de transporte representa 70,9% do crédito clássico atribuído a particulares.

Em relação ao tipo de viaturas adquiridas, os automóveis ligeiros de passageiros usados representaram 66,4% dos meios de transportes financiados, registando um crescimento de 32,7% face a julho do ano passado.

As viaturas ligeiras de passageiros novas representaram 27,2% dos meios de transporte financiados, com um incremento de 19,9% comparando com julho de 2017.

Os particulares assumem 93,4% do volume de contratos de crédito clássico destinado a meios de transporte, sendo os restantes 6,6%, não mais do que 933 milhões de euros, destinados às empresas.

Para estas, o valor médio de contrato para automóveis ligeiros comerciais novos foi de 18 mil euros e de 10.200 no caso dos comerciais usados, em julho de 2017.

Já no caso dos veículos de passageiros, ainda para as empresas, a curiosidade do valor médio dos contratos ser mais elevado para veículos usados do que para novos: 16.800 euros e 15.500, respetivamente.

Neste mês, para particulares e na categoria das viaturas ligeiras de passageiros novas, o valor médio de contrato ascende a 15.600 euros.

No caso das viaturas ligeiras usadas este valor diminui para 12.800 euros.

Nos veículos comerciais financiados a particulares, os valores médios de contrato para novos e usados ascendem a 15.000 e 7.800 euros, respetivamente.