Citydrive: car-sharing para empresas

Com alguns anos de experiência no mercado nacional, a CityDrive aposta agora nas empresas.

“O mercado empresarial é um dos nossos objetivos”, diz Nuno Cepêda. “Só ainda não o temos na dimensão pretendida, porque exige uma disponibilidade de frota de uma dimensão só agora conseguida”.

Há bem pouco tempo, a CityDrive tinha apenas 40 carros, mas entretanto tem vindo a aumentar a frota disponível – pretende chegar às 290 viaturas, com 70% de propulsão elétrica – e acabou de desenvolver uma estrutura comercial para entrar em contacto com o mercado empresarial.

A procura por parte das empresas tem sido bastante, diz a empresa.

E justifica com as vantagens que este modelo pode trazer.

“Para além dos benefícios fiscais, todas as empresas procuram por um lado reduzir custos e por outro lado arranjar novas formas de mobilidade”, diz.

“Podem conseguir reduzir a frota ao optar por serviços como os nossos. O nosso serviço é o mais barato de todas as formas de mobilidade”.

O modelo de comercialização do serviço de car-sharing é quase igual àquele que existe para particulares.

Os colaboradores podem utilizar os carros por conta da empresa e utilizar a aplicação para abrir as viaturas disponíveis.

As empresas podem ter o controle de faturação a partir de uma fatura única, mas na qual se pode identificar quem foi o colaborador que utilizou o serviço, qual foi o custo, além da faturação final. A maior diferença é no billing.

Enquanto que para os utilizadores particulares a viagem é cobrada no final da utilização, para as empresas é emitida uma fatura mensal.

Mas a CityDrive pode ir mais longe.

“Se tivermos um contrato com uma empresa, podemos disponibilizar os carros perto das instalações, dependendo obviamente do volume de utilização e da própria localização”, diz o diretor de marketing da empresa.

De momento, a empresa de car-sharing só tem o serviço disponível em Lisboa.

“Como posicionamento normal, já colocamos as viaturas em ponto ondes acreditamos que possa haver mais utilização”, diz.

Para empresas fora da área de atuação da CityDrive, pode haver alguma abertura. “Durante as negociações, podemos chegar à conclusão que é possível colocar algumas viaturas na zona da empresa.

A própria localização geográfica ajuda e se houver parqueamento da EMEL torna tudo mais fácil”.

Fora de Lisboa, a utilização do serviço tem que ser analisada em função da localização geográfica.

Se houver uma garantia de volume de utilização de volume, a CityDrive pode avançar. Mas o modelo de negócio terá que ser ligeiramente alterado.

“Na nossa aplicação, conseguimos iniciar e fechar as viaturas na zona de serviço. Se quisermos fazer fora, terá que ser outro modelo que não o típico car-sharing. E esse vai passar por ter carros alocados”, explica.

“Acreditamos que as empresas possam representar 50% do nosso negócio”.

Ainda não é possível perceber qual a dimensão do mercado em Portugal.

Além dos 250 carros adicionais que vai trazer para Lisboa, a empresa vai ter também 100 scooters e, no final do ano, pretende entrar na cidade do Porto com mais 200 viaturas.

Trata-se de investimentos de grande volume, que representam muito risco num sistema de mobilidade com taxas de utilização muito baixas em comparação com outros.

“Este é um negócio de escala e de volume”, diz Nuno Cepêda. “Tivemos que atestar (sic) o mercado com a frota que temos. As vantagens são comodidade e facilidade. E a comodidade prende-se com ter um carro mais próximo de si”.

Nos próximos 5 anos, a CityDrive pretende estar presente em mais 50 cidades por todo o mundo.

Em Portugal, quer chegar a outros centros urbanos. E diz que vai surpreender com outras formas de mobilidade.

Para já, uma das questões que já está pensada é haver intercâmbio de viaturas entre os centros de Lisboa e Porto.

Na prática, significa que o utilizador pode iniciar a viagem a partir de qualquer ponto de Lisboa e viajar até ao Porto, deixando também a viatura na área de actividade da CityDrive.

Os vários tipos de car-sharing:

Free floating – Pode levantar e deixar a viatura em qualquer local da área de atuação do operador

Station based – As viaturas só podem ser levantadas e entregues em estações pré-definidas, como acontece com o rent-a-car

Peer-to-peer – Car-sharing feito a partir de uma rede de viaturas privadas e utilizadas por terceiros

História da Citydrive

A CityDrive nasce de uma software house que desenvolveu esta aplicação e todo o software, a Mobiag. A empresa foi mesmo constituída para testar a aplicação. No ano passado, é adquirida por um grupo suiço de venture capital e, no inicio do verão passado, avança com uma nova aplicação, desligando-se totalmente da empresa de onde nasceu.

Benefícios do car-sharing para as empresas

  • Incentivo fiscal – Majoração dos custos com o carsharing em 10% em IRC
  • Dedução de IVA de 23%
  • Isenção da tributação autónoma de 10%