ACAP pronuncia-se sobre proposta de orçamento de Estado para 2018

A ACAP, por intermédio de Hélder Pedro o seu secretário-geral, tomou posição relativamente às medidas já conhecidas e que estão na proposta de Orçamento de Estado para 2018.

À Fleet Magazine, Hélder Pedro discorda desde logo do aumento previsto para as taxas de ISV e de IUC:

“Apesar de todos os Governos terem sempre actualizado as taxas destes impostos, nas leis de Orçamento de Estado, consideramos que a carga fiscal sobre o nosso sector é já demasiado elevada e por isso não deveria haver qualquer agravamento. Deveria sim, existir um desagravamento gradual do ISV, tal como preconizámos na reforma fiscal de 2007”.

O secretário-geral da principal associação do sector automóvel, contrapõe o facto de, com a criação do IUC, os automobilistas passarem a pagar muito mais pelo imposto de circulação do que pagavam com o anterior Imposto Municipal sobre Veiculos.

“Assim, as receitas de IUC têm aumentado significativamente, desde aquele ano. Por este motivo, o imposto pago no acto da matricula (ISV) deveria ser desagravado. Só para podermos comparar, em Espanha está-se a falar na eliminação total do Imposto de Matrícula”.

Já no que se refere aos elétricos, Hélder Pedro defende que, “a exemplo de outros países, o subsídio deveria ser superior, até porque é uma verba do Fundo Ambiental”.

Apesar da proposta não contemplar qualquer alteração à medida que atribuía um desconto de ISV aos híbridos plug-in e que está prevista vigorar só até ao final deste ano, a ACAP e algumas marcas auscultadas pela Fleet Magazine estão convictas de que deverão manter-se os incentivos para este tipo de veículos, tal como para os elétricos, sendo introduzidos quando o Orçamento do Estado for discutido na especialidade

(Visited 166 times, 1 visits today)