Grupo PRIMOR: reduzir custos é prioritário

A frota está distribuída por Portugal e norte de Espanha, 85% da qual em regime de aluguer operacional. Há intenção de reduzir a frota própria e racionalizar meios

 

O grupo Primor é constituído por um conjunto de empresas que atuam nos sectores da produção animal, abate, comercialização de carne, transformação e distribuição de produtos de charcutaria, como fiambre, bacon, chouriço ou paio, entre mais de centena e meia de referências.

Tendo nascido como uma pequena empresa familiar em Famalicão, em 1961, a marca está hoje presente em mais de 30 mercados, em países tão distantes como o Brasil ou o Japão.

Tem unidades de produção em Portugal, Espanha e Angola, cabendo a Rosário dos Santos, da direção de compras do grupo, a gestão da frota automóvel das instalações situadas no norte de Portugal e Espanha.

Uma frota diversificada que abrange ligeiros de passageiros e comerciais ligeiros contratualizados em regime de renting e veículos de mercadorias de aquisição direta. Mas a vontade é claramente a de minimizar a frota própria, assegura Rosário dos Santos.

A posição abrangente que ocupa, como responsável pelas compras corporate das empresas do grupo, faz com que a questão dos custos e da sua contenção seja uma das suas preocupações e um desafio constante.

Não apenas nas alturas em que tem de proceder a renovações – “o processo de negociação é feito para todas as viaturas no mesmo momento, com datas de entrega muito próximas, ganhando assim poder de negociação nos concessionários e nas empresas de AOV”, como “prevendo condições contratuais com a maior precisão possível para cada contrato AOV, de modo a evitar desvios de quilometragem”.

Outra questão na lista de preocupações desta gestora prende-se com a fiabilidade e rápida manutenção das viaturas.

“Qualquer viatura atribuída é, antes de mais, uma ferramenta de trabalho. Daí a manutenção estar sempre contratada, assim como a viatura de substituição”.

Conta também com “a condução responsável por parte dos utilizadores, minimizando os custos de combustível e os danos”.

Por isso há uma política de frota com regras de utilização que todos conhecem, com “acompanhamento da utilização da viatura e dos quilómetros efetuados mensalmente”.

Distribuição da frota

“Em Espanha não faz sentido adquirir viaturas comerciais”

Os veículos em Espanha são os três ligeiros de passageiros, dois Opel Corsa e um Nissan Qashqai.

“Em Espanha não tem sentido adquirir viaturas comerciais. Em termos fiscais, o que as diferencia são a sua função, a quem se destinam e o valor das mesmas. Os contratos são também em renting, a 48 meses, negociados com as empresas de renting espanholas. Todas do Santander Consumer Renting, por terem apresentado propostas mais competitivas. A gestão é similar a Portugal, as rendas são um pouco mais baixas, os desvios dos quilómetros não têm agravamentos. Os utilizadores são colegas espanhóis, com comportamentos similares aos nossos em Portugal”, sintetiza Rosário dos Santos.

Quanto a Portugal, soluções de partilha da viatura não foram ainda equacionadas.

Mas a mobilidade elétrica já está instalada no Grupo Primor.

“As viaturas 100% elétricas são dois BMW i3”, descreve a gestora de compras do grupo. “Há mais dois híbridos a gasóleo, carrinhas Mercedes-Benz C 300h e um plug-in, BMW 530e”.

Os Mercedes-Benz C 300h pertencem à frota desde final de 2016 e a sua poupança ronda os 2 a 3l/100 kms, estima a responsável da empresa.

“Vão claramente ao encontro das expetativas iniciais”, adianta. “Estes carros estão todos em renting.

Além da vontade de minimizar os custos de combustível e de usufruir de benefícios fiscais, ao reduzir as emissões de CO2, o grupo Primor está também a contribuir de forma positiva para o meio ambiente”, conclui Rosário dos Santos.

BI da frota:

  • 52 viaturas, 3 das quais na empresa sediada em Corunha, Espanha: 18 comerciais ligeiros, 26 ligeiros de passageiros, 5 ligeiros de mercadorias, 3 pesados de mercadorias
  • Idade média da frota de ligeiros: passageiros e comerciais menos de um ano, de mercadorias cerca de 7 anos.
  • Financiamento: AOV, em regra a 36 meses (viaturas afetas à área comercial) e 48 meses (restantes departamentos). Ligeiras de mercadorias por aquisição própria, tal como os pesados. As viaturas de transporte são refrigeradas, algumas das quais são transformadas depois da compra.
  • Serviços habitualmente contratados AOV: manutenção, pneus Ilimitados, viatura de substituição e seguro de Garantia Total +
  • Viatura de substituição por GT.
  • Gestoras: Leaseplan, com cerca de 65% da frota, restante ALD Automotive
  • Critérios de seleção: valor das rendas, consumos e segurança
  • Equipamento, no que respeita a viaturas ligeiras: obrigatoriamente ar condicionado e ligação Bluetooth. Cada vez mais o cruise control e GPS
  • Sistemas de geo-localização, telemetria: Não utilizam