Dilofar: frota de uma só marca e uma só gestora

A frota da Dilofar é quase toda monomarca.

Não é toda, porque só uma viatura ligeira de passageiros não é Renault.

As restantes, maioritariamente comerciais, são modelos Trafic e Master.

Como é de prever, este facto destina-se a assegurar vantagens negociais mas também a reforçar parcerias de longa data que se têm revelado bastante positivas.

A negociação da totalidade da frota ocorre, por regra, de 3 em 3 anos, estando a decorrer o processo negocial que visa garantir a entrega faseada de novas viaturas a partir de meados de 2018.

A escolha atual da marca francesa prende-se com as melhores condições comerciais proporcionadas pela Renault Portugal e à qualidade da assistência, explica Carlos Guarino.

Mas o diretor de negócio da distribuidora de produtos farmacêuticos e veterinários não exclui a possibilidade de vir a trabalhar com outro fabricante automóvel, sendo que a empresa conta com experiências anteriores de mais marcas, além da Renault e, pelo menos desde 2007, da prática de uma frota monomarca.

“Estamos satisfeitos com a Renault não só pela qualidade das viaturas mas sobretudo pelo fator assistência”, diz convicto.

“Como não temos folga de viaturas, é fundamental que a assistência seja rápida por questões de operacionalidade. O facto de grande parte da nossa frota estar sediada na zona de Lisboa, leva a que trabalhemos essencialmente com a rede oficial. E eles estão sempre disponíveis para nos atender, até mesmo fora de horas”.

Quanto ao modelo de aquisição, a opção recai sobre o aluguer operacional.

E, se a frota é quase monomarca, a gestora também é única, pelas mesmas razões comerciais e pela facilidade de ter de lidar com uma só entidade, já habituada ao modelo de funcionamento da Dilofar.

O aluguer operacional é privilegiado porque “permite focarmo-nos no nosso negócio, deixando a questão da operacionalidade e a manutenção das viaturas para os especialistas. Além de garantir um custo de frota muito mais controlado do que se utilizássemos outro tipo de modelos de gestão”, diz Carlos Guarino.

Aos serviços habituais, a Dilofar contratou adicionalmente o seguro de recondicionamento assegurado pela gestora:

“O gestor de frota e responsável da distribuição Dilofar, Paulo Carvalho, tem a preocupação permanente de transmitir aos nossos motoristas a necessidade de tratarem bem as viaturas ao longo do tempo. Mas é impossível evitar ocorrências. Quando antecipamos a possibilidade de virem a existir algumas dúvidas, nós mesmos assumimos um pré-recondicionamento antes de devolver a viatura. Por regra, não temos tido custos significativos com o processo de recondicionamento”.

“O aluguer operacional permite focarmo-nos no nosso negócio, deixando a questão da operacionalidade e a manutenção das viaturas para os especialistas. Além de garantir um custo de frota muito mais controlado do que se utilizássemos outro tipo de modelos de gestão”, diz Carlos Guarino, diretor de negócio da distribuidora de produtos farmacêuticos e veterinários

Frota controlada e auditada

Ao seu cargo, a Dilofar tem 80 veículos comerciais.

Foram adquiridos já com caixa de carga e equipamento de refrigeração instalado, a empresa só teve de colocar as sondas e os rigorosos instrumentos de medição e controlo da temperatura.

É que os produtos mais transportados são medicamentos e material médico dirigido a farmácias, hospitais e armazenistas, alguns sujeitos a intervalos de temperatura bastante precisos.

Além do controlo interno, exigência de ser uma empresa certificada pela norma ISO9001:2015, a Dilofar é auditada regularmente pelas entidades que tutelam a atividade do sector do medicamento e também pelos 54 laboratórios que atualmente atribuem a operação logística à Dilofar.

“A qualquer momento podem exigir-nos relatórios das condições em que foi transportada determinada mercadoria, tempos de viagem e temperatura de transporte. Por exemplo, as vacinas requerem condições muito mais exigentes e num intervalo de temperaturas muito apertado”, explica este responsável.

Para garantir uma qualidade de serviço de excelência em todo o país, a Dilofar tem parceiros na área dos transportes que a norte trabalham para nós em regime de exclusividade.

Telemática? Talvez. Depende da lei

Para responder a esse controlo, a Dilofar não precisa de recorrer à telemetria, ficando a saber a localização da viatura e a temperatura da sua caixa de carga sempre que é efetuada uma entrega e o condutor a reporta para a sede através de um PDA.

“Este sistema de controlo de entregas permite-nos saber onde a viatura se encontra em determinado momento”, diz este responsável.

“Avaliámos investir num sistema mais complexo e que nos desse mais informações mas, face a todos os argumentos ligados à proteção de dados, ainda não avançámos. Contudo, estamos a trabalhar na área da saúde, os medicamentos são um produto que tem de ser muito controlado, por isso temos sistemas CCTV nos nossos armazéns, sabendo as obrigações quanto ao direito à privacidade. Para já, nas viaturas, estamos a analisar, até porque o sistema de controlo de entregas já nos dá as informações mais importantes, nomeadamente as horas de entrega e as temperaturas”.

Além de, garante, “na Dilofar impera a política de máxima responsabilização”. Por isso se o motorista pode, quando devidamente autorizado, levar a viatura para casa, com a obrigação de se responsabilizar pela mesma e de cumprir as regras da política de frota da empresa.

Para evitar “distrações”, todas as viaturas estão equipadas com um limitador de velocidade.

Frota parceira

A Dilofar faz parte de um grupo empresarial cabendo-lhe a parte da operação logística e do transporte e distribuição de produtos de uso humano e veterinário.

“Somos um operador logístico farmacêutico que faz a receção e armazenamento de mercadoria, para posterior aviamento, expedição e transporte para todo o país”, explica Carlos Guarino, diretor da área de negócio da Dilofar.

“Temos dois grandes armazéns em Alverca e na Castanheira do Ribatejo, a partir dos quais fazemos a distribuição para todo o país. Temos ainda plataformas de cross docking e equipas, em Albufeira, no Cacém, em Leiria e em Coimbra, que são “abastecidas” diariamente pelos nossos camiões. A partir dessas plataformas fazemos a distribuição ponto a ponto.”

A norte, a opção recaiu na constituição de parcerias. Plataformas situadas no Porto e em Albergaria trabalham em exclusivo para a Dilofar, utilizando o mesmo tipo de viatura comercial de distribuição e obedecendo aos mesmos critérios de responsabilidade, exigência e regras.

Nestas plataformas operam cerca de 25 viaturas (também Renault Trafic e Master), que não fazem parte da frota de 80 veículos propriedade da Dilofar.

“Estes parceiros na área do transporte e que trabalham para nós em regime de exclusividade, possuem exatamente o mesmo modelo de viaturas, equipada com as mesmas características, nomeadamente, climatização e informação ao motorista de tudo o que acontece na caixa de carga ao nível da temperatura”, refere Carlos Guarino.

Paulo Carvalho gere no terreno as condições de operacionalidade das viaturas, cabendo a Carlos Guarino negociar e supervisionar a frota. Ambos consideram a rapidez de assistência da marca como um fator positivo para garantir a operacionalidade da frota

BI da Frota Dilofar

• Número de viaturas: 80 comerciais ligeiros, 4 ligeiros de passageiros, 6 pesados de transporte para ligação entre plataformas

• Marca e modelos predominantes: Renault. Trafic e Master

• Modelo de aquisição: aluguer operacional a 36 meses/200 mil kms, pneus ilimitados e seguros, incluindo de recondicionamento.

• Gestora predominante: Leaseplan

• Idade média da frota: 2 anos. É feita rotação de unidades para impedir excesso de quilometragem contratada

• Utilização de parte principal da frota: distribuição de produtos farmacêuticos de uso humano e veterinário a armazenistas, farmácias, hospitais e clinicas.

• Equipamento: ar condicionado, mãos-livres, rádio e caixa de carga com refrigeração. Sistema de controlo de temperatura instalado posteriormente

• Sistemas de georeferenciação e/ou de controlo da frota? Não.

• Viaturas identificadas? Sim, a informação de transporte de medicamentos pode ser vantajosa para o contributo das autoridades em situações de cortes de estrada ou dificuldades de trânsito

 

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