Ensaio: Mercedes-Benz Classe S 400D

Em 2016 venderam-se menos de centena e meia de Classe S em Portugal.

O número talvez não impressione mas, passe a redundância, é impressionante para um carro que, em qualquer das versões, não custa menos de 100 mil euros.

Num país como Portugal.

Este ano, com novas versões, a berlina mais magnífica da marca de Estugarda ganhou sobretudo novos motores, até final de Outubro, já matriculou mais unidades do que no ano passado.

Como nenhum dos novos motores é híbrido associado a motor diesel (embora exista um híbrido associado a motor a gasolina), o interesse recai sobre as versões 350d e esta 400d, ambas utilizando o mesmo bloco de seis cilindros, no caso  do 400d com mais 54 cv e mais 100 Nm de binário.

Com 340 cv e 700 Nm, este passa a ser o “diesel” mais potente da história da Mercedes-Benz e, mesmo assim, diz o construtor, vem com ganhos de consumos e emissões em relação à unidade anterior, o último dos fatores atingido com recurso ao AdBlue.

O que mudou?

Não se pode dizer que tenha conhecido grandes alterações estéticas no exterior.

Elas existem e destinadas a criar uma identidade mais estatutária, de acordo com os padrões deste carro, modernizando, aqui e ali, um ou outro pormenor que, no final, servem para reforçar a sua imponência.

Foram também introduzidos um conjunto de ajudas à condução, antecipando o futuro dos automóveis autónomos.

Uma delas é o afinado  sistema DISTRONIC Plus, capaz de manter sem sobressaltos o carro na faixa de rodagem e de adaptar a velocidade (de cruzeiro) em relação ao veículo da frente, com capacidade de imobilização total.

Além dos sistemas de travagem que antecipam o perigo, dos alertas para uma condução menos atenta ou para a aproximação de veículos, por exemplo, e também do sistema que adapta a velocidade de cruzeiro em função da leitura de sinais de trânsito.

No entanto, alguma desta tecnologia é opção e encarece o pacote.

Uma dessas novidades é possibilidade de estacionamento autónomo da viatura a partir do exterior da mesma, feito com recurso a uma aplicação instalada num smartphone.

Tanto para estacionar como para retirar a viatura do parqueamento.

Se as alterações exteriores não são muitas mas convencem (exceto na qualidade de alguns plásticos da grelha), o interior do Classe S de 2017 mudou ainda menos em relação à geração de 2013.

Um pouco na senda do “se-já-é-perfeito-para-quê-mudar?”, o novo mantêm os mesmos bancos do antigo e herda também a mesma infinidade de regulações que permitem, a qualquer corpo e qualquer compleição física, encontrar a posição mais confortável.

E se mesmo assim não encontrar, tem bom remédio: é só escolher um de entre os muitos modelos de massagem que o  banco proporciona e fazer-se à estrada.

Outra das poucas exceções que é novidade, neste caso não no tamanho mas na qualidade de imagem e no acréscimo de informação, provém do ecrã tátil de 12,3’’.

Há ainda um ou outro botão que mudou de posição para melhorar a sua funcionalidade e também novas opções de iluminação interior.

O espaço para pernas no banco traseiro desilude e também o que reserva para ocupantes mais altos.

A opção é o chassis mais longo, para poder desfrutar de mais 13 cm de distância entre eixos.

Impressões de condução

Durante os dias em que andámos de Classe S fizemos questão de procurar defeitos que nos levassem a devolvê-lo mais cedo sem dó nem piedade.

Para nossa contrariedade, as falhas que lhe encontrámos nunca foram suficientes para isso acontecer e, em boa verdade, uma das coisas mais aborrecidas deste carro é que ele tem – e entrega – uma condução quase perfeita.

Tão perfeita que, quando em auto-estrada atingimos o limite máximo da velocidade permitida, a sensação é semelhante aos momentos de aproximação de um avião à pista e ele parece que nunca mais aterra.

Só que com mais silêncio a bordo.

A diferença é que no MB Classe S podemos acelerar, pelo menos até aos 250 km de velocidade máxima limitada (e ficar sem carta…) e contar com uma belíssima suspensão com capacidade de variar o
amortecimento em função da disposição de quem o conduz.

A transmissão é automática de nove, sim, nove velocidades, o que contribui para que este motor de quase 3.000 centímetros cúbicos não seja muito gastador.

E se em estrada andámos sempre abaixo dos 8 litros, o consumo misto, após algumas centenas de quilómetros, não foi muito além dos 10 litros.

Nada mau.

Preço:

127.799 Euros*

Rendas:

2235,41 €/mês (36m)*
1974,99 €/mês (48m)*

Consumos e emissões:

5,7 l / 100Km
147 a 150 g CO2/km*

Características motor:

4 / 2.925 cc
340 / 3.600 – 4.400 cv/rpm
700/1.200 – 3.200 Nm/rpm

Valores LEASEPLAN. Quilometragem anual contratada: 30.000 – Serviços incluídos: aluguer/iuc/ seguro (franquia 4%)/manutenção/ gestão de frota/ pneus ilimitados/ veículo de substituição – quilometragem técnica máxima: 200.000 kms

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