Estudo KPMG prevê encerramento de concessionários, produção de menos carros e Fuel Cell

Conclusões do Global Automotive Executive Survey da KPMG apontam para:

  • 30 a 50% dos concessionários automóveis possam encerrar portas até 2025
  • redução de 5%  da produção automóvel na Europa em 2030, com grande parte da produção a deslocalizar-se para a Ásia
  • valorização crescente, da parte dos consumidores, para a segurança dos dados, com a expectativa de que essa segurança faça parte do equipamento de série dos veículos
  • substituição de veículos eléctricos movidos a bateria (BEVs) por veículos eléctricos movidos a células de combustível (fuel cell – FCEVs)

Os executivos do sector automóvel auscultados neste estudo da KPMG concordam também que o movimento de consolidação na indústria deve acelerar, como forma de competir com as grandes empresas tecnológicas pelo domínio do sector.

O 19.º estudo Global Automotive Executive Survey da KPMG, um trabalho que abrange 900 executivos das indústrias automóvel e tecnológica e cerca de 2100 consumidores de todo o mundo.

Segundo a maioria dos inquiridos, os Original Equipment Manufacturers (OEM) necessitam de encontrar um equilíbrio entre concorrência e integração, de modo a competirem com os players digitais que estão a entrar rapidamente na indústria automóvel.

“A solidez financeira das maiores tecnológicas ofusca os maiores fabricantes automóveis. Juntos, os 50 maiores fabricantes automóveis representam apenas 20% da capitalização de mercado das 15 maiores empresas tecnológicas. Em 2010, representavam 40%. Isto revela que as empresas digitais actuam num patamar financeiro completamente diferente. Sobretudo para os fabricantes de automóveis para as massas, as parcerias são essenciais para competirem contra os gigantes tecnológicos. Embora os fornecedores premium estejam melhor posicionados, também reconheceram estes sinais, o que resultou na integração de alguns serviços ao nível por exemplo de sistemas de navegação ou postos de carregamento para carros eléctricos”, salientou Dieter Becker, Global Head of Automotive da KPMG.

Em números e com maior detalhe, estas são as principais conclusões do estudo:

  • Mais de metade dos executivos (56%) acredita que o número de concessionários diminuirá 30% ou 50% até 2025.
  • Mais de 80% dos executivos estão convencidos que a utilização do carro e os dados do condutor serão o principal elemento do modelo de negócio da indústria automóvel.
  • O ponto anterior implica a redefinição do termo “equipamento de série”: 85% dos executivos e 75% dos clientes acredita que no futuro, a cibersegurança será um requisito prévio para a compra de um automóvel.
  • Mais de três quartos dos executivos mundiais diz que os veículos eléctricos a célula de combustível (FCEV) serão a verdadeira revolução na mobilidade eléctrica
  • A produção mundial de automóveis ultrapassará a marca dos 100 milhões antes do final do século.
  • Apesar de atualmente serem produzidos 3.000 modelos em mais de 700 fábricas, apenas 2% destes modelos são veículos inteiramente eléctricos.

Ficha técnica do estudo

Pode consultar AQUI a versão completa do estudo “Automotive Executive Survey” da KPMG

Inclui uma ferramenta interactiva que permite a navegação pelos resultados.

Para a edição deste ano, foram entrevistados um total de 3000 inquiridos, dos quais 900 são executivos do sector automóvel.

Cerca de um terço dos inquiridos são provenientes da Europa Ocidental ou de Leste, 15% da China e 13% da América do Norte e do Sul. 16% dos executivos são da Índia e sudeste asiático e 12% da Ásia.

Os inquiridos representam empresas de toda a cadeia de valor automóvel, incluindo fabricantes de veículos, fornecedores de componentes, concessionários, fornecedores de serviços financeiros, fornecedores de serviços de mobilidade e, pela primeira vez, empresas de TIC.

Mais de 70% dos participantes actuam em empresas com lucros anuais superiores a mil milhões de dólares, das quais 70% têm lucros superiores a 10 mil milhões.

O estudo foi realizado on-line entre Julho e Novembro de 2017. Adicionalmente, foram também entrevistados 2100 consumidores de todo o mundo.

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