VW e China: encontro de interesses

346

“Na próxima década, o custo da mobilidade de um veículo elétrico será inferior ao de um carro de combustão”.

“O maior incentivo para o desenvolvimento da condução autónoma pode vir da China.”

No que é que estas frases coincidem?

São ambas ideias expressas por Christian Senger, responsável pelo desenvolvimento de produtos relacionados com a conetividade e mobilidade elétrica do grupo Volkswagen, no âmbito de uma mesa redonda que decorreu no recente Salão de Genebra.

O construtor automóvel que mais promoveu a desconfiança em relação ao diesel parece assim ter encontrado no maior mercado mundial, que até há bem pouco tempo era considerado também o mais desinteressado em matéria ambiental, o estímulo necessário para o desenvolvimento de uma e outra solução que, atualmente, constituem os principais desafios da indústria automóvel.

O principal estímulo é o subsídio que as autoridades chinesas prometem conceder a quem promova uma e outra tecnologia.

Mais carros elétricos como solução para reduzir a poluição nas cidades, enquanto a necessidade de aumentar a segurança vai incentivar o desenvolvimento de sistemas necessários à Condução Autónoma.

As ajudas prometidas deverão ser tanto maiores quanto mais elevado for o envolvimento dos fabricantes estrangeiros no mercado local.

Isso explica porque o mercado chinês vai ser o primeiro a receber a versão plug-in do novo Volkswagen Touareg.