Ensaio: Nissan Navara NP300 2.3 dCi CD 4WD Acenta Business 163 cv

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Imaginem só do que os senhores da Nissan se lembraram: instalar numa pick-up uma suspensão semelhante à de um automóvel de passageiros!

E três lugares no espaço de cinco?

Para quê?

A resposta está no final do texto.

É verdade que as pick-up, mesmo esta com tração total e capacidade de carga até uma tonelada na caixa metálica, são cada vez mais carros de passeio e menos viaturas de trabalho.

Mas este género de carros nasceu precisamente para esta última função: transportar carga por caminhos de muito fraca aderência e irregularidades pronunciadas ou, pelo menos, levar pessoas até lugares onde o mais vulgar dos automóveis não consegue chegar.

Daí que uma boa suspensão seja fundamental.

Ela tem de “agarrar” o carro à estrada, conseguir fazer isso com ou sem carga na parte traseira e tem de ser suficientemente robusta e flexível para aguentar saltos, torções, faltas de aderência, engates bruscos de tracção e um sem número de tropelias.

A diferença está na suspensão

Para contentar dois tipos de cliente – profissionais de facto e profissionais do lazer – a Nissan resolver propor dois tipos de suspensão.

Enquanto as variantes de trabalho dispõem de esquemas mais simples e rígidos, as versões de cabine dupla, como a ensaiada, montam suspensões mais sofisticadas, independentes e com maior capacidade de amortecimento, para permitirem uma condução mais desportiva.

Mas falar de condução desportiva num carro com estas características é, no mínimo, um contrassenso; aquilo que uma Nissan Navara com fins não profissionais pretende ser – e é, fora o ruído do motor – é ser uma viatura minimamente confortável e fácil de dirigir, mantendo a eficácia fora do alcatrão, apesar disso também depender dos pneus que tem montados.

O efeito da caixa vazia

A verdade é que não lhe forçámos o comportamento e raras vezes sentimos a necessidade de engatar toda a tração – comutável através de um simples botão –, já que a altura e a força do motor foram suficientes para a maioria dos apuros.

Muito provavelmente por culpa da caixa de carga sempre vazia, que assim se manteve ao longo do ensaio, a suspensão moderna e evoluída não evitou uma atitude bamboleante e algum adorno em curva.

E para facilitar a vida dos condutores para quem as dunas da praia são o pináculo de uma aventura de todo-o-terreno, a Navara inclui ajudas para descer declives pronunciados em segurança, além de assistência ao arranque em subida.

Já os que quiserem continuar mar adentro, contem com capacidade de reboque até 3,5 toneladas. Convém saber, antes de comprarem o barco.

Finalmente, a razão

Três lugares garantem à Navara Business a possibilidade de deduzir o IVA, já que é considerado um comercial.

Mas aquilo que se vê de fora e se encontra por dentro, em matéria de conforto e de equipamento, é igual a uma vulgar versão de cabine dupla.

Logo, contém também com a suspensão mais confortável para rolar em estrada.

Tudo é igual?

Não! Do banco traseiro foram retirados dois cintos de segurança e o assento atrás do condutor foi substituído por uma tampa.

Resultado: foi-se o estofo ficou mais uma caixa para acondicionar pequenos objetos.

Ser comercial diz-vos mais alguma coisa?

Sim, de facto, também não têm de se preocupar com a Tributação Autónoma…

Preço, rendas e características

32 887 Euros (Com IVA)*
661,20€/mês (36m)*
626,37€/mês (48m)*
6,3 l / 100Km
167 gCO2/km*
4 / 2.299 cc
163 / 3.750 cv/rpm
403 / 1.500~2.500 Nm/rpm

  • Ângulo de ataque: 30,4º
  • Ângulo de saída: 25,5º
  • Ventral: 22,1º
  • Altura ao solo: 21,9 cm

(*) Valores c/IVA, fonte Leaseplan