Nissan M.O.V.E. para mais eletrificação, mais mobilidade e mais valor para o cliente

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A Nissan vai entrar no carsharing, vai continuar a apostar cada vez mais no elétrico e vai criar soluções que valorizem a marca e tragam mais retorno operacional, numa estratégia de mobilidade inteligente que pretende acompanhar as novas tendências e disponibilizar ao cliente aquilo que ele necessita.

Eis o resumo da Conferência destinada a apresentar os resultados operacionais do último ano comercial de Nissan, que encerrou no final de Março, com 14.533 veículos, mais 2.121 unidades e mais 17% face ao FY2016.

Este número deu à marca, em 2017 (janeiro a dezembro), a maior quota de mercado da sua presença em Portugal: 5,2%, um valor difícil de voltar a repetir-se no contexto actual e futuro do comércio automóvel.

Este sucesso deve-se, claro, à presença forte do Qashqai, o SUV mais vendido em Portugal e com uma presença fortíssima, per si, no segmento familiar. Um carro que tem uma repartição 60:40, com predominância nas empresas, pelas razões que são aqui apontadas.

Mas para este resultado contribui também o sucesso do novo Micra, um carro que assenta sobre uma base vencedora, que beneficia ainda do forte crescimento do rent-a-car em Portugal. Um carro que na sua apresentação vinha logo anunciado como podendo integrar um sistema de partilha de propriedade

É nesta linha que assenta o caminho futuro da marca japonesa: aportar valor à marca através da qualidade do produto e da excelência do tratamento do cliente, mas também consciente das necessidades futuras de mobilidade, que será cada vez mais elétrica, caminho no qual a Nissan já leva alguma vantagem.

Essa vantagem é dada pelo novo Leaf, o carro 100% elétrico mais vendido no mundo e que, em pouco mais de meia dúzia de meses de comercialização da nova geração, já recebeu tantas encomendas em Portugal quanto o número de unidades vendidas do primeiro modelo.

Resultado: para conseguir satisfazer os mais de 1000 pedidos já recebidos, o tempo de espera para receber o novo Leaf já vai em 6 meses, mas a marca espera conseguir colocar pelo menos 1.800 unidades deste modelo e da e-NV200 em Portugal.

Mas a Nissan, como as restantes marcas, enfrenta novos desafios. O mais próximo chama-se WLTP e, apesar de ser uma marca líder no segmento dos carros sem emissões, com o Leaf e o furgão e-NV200, o construtor tem uma gama ainda muito assente em motores a gasolina e a gasóleo.

Se quanto aos segundos já anunciou o abandono gradual da comercialização do diesel ao ritmo do lançamento das novas gerações, os blocos a gasolina vão necessariamente acrescentar a eletrificação, quando as necessidades de cumprimento de emissões o exigirem.

Incluindo versões plug-in, para satisfazer clientes interessados, manter controlados os valores médios de toda a gama e potenciar benefícios fiscais, pelo menos enquanto estes vigorarem.

Experiência de satisfação

Essa evolução para a eletrificação acompanha a tendência para o aumento da digitalização do negócio e esta necessidade obriga à reformulação da rede.

Desde logo em termos de imagem, o que já está a ser implementado, mas também no tipo de serviço, soluções e conceito de ocupação do espaço, como está aqui descrito.

Ciente de que a experiência e satisfação do cliente são cada vez mais importantes para o negócio, a Nissan aposta cada vez mais em aportar valor que o mantenha fidelizado à marca.

Para isso a qualidade do serviço é cada vez mais importante, sobretudo de assistência, até porque daqui provem parte significativa da rentabilidade das concessões.

Assistência que enfrenta um novo desafio: formar recursos humanos, leia-se técnicos, com capacidade e conhecimento de assistência a viaturas cada vez mais eletrificadas, com menos componentes, mas mais complexas em termos de equipamento.

Se neste campo a oferta de viatura de cortesia ou a assistência vitalícia são importantes, não menos importante é a equiparação de preço, já implementados.

Neste último, a Nissan compromete-se a igualar o custo da assistência e manutenção de redes independentes. Peças e serviços, em condições comparáveis, dando ao cliente a possibilidade de manter o veículo na marca, com condições mais favoráveis para viaturas mais antigas.

“O cliente quer mais e é cada vez mais infiel às marcas. Daí que se deva apostar cada vez mais na qualidade”, referia António Melica, diretor-geral da Nissan, na apresentação dos resultados.

M.O.V.E.: o futuro

Esta aposta na qualidade é uma das componentes do plano M.O.V.E., a estratégia de ação da Nissan até 2022.

M.O.V.E., que soa bem e que de uma forma um pouco rebuscada em português significa Mobilidade, excelência Operacional, Valor para o cliente e Eletrificação, contempla a expansão da marca para outras áreas de negócio, como a partilha de propriedade ou da energia acumulada nos carros elétricos.

Acompanhando as novas noções de propriedade automóvel, numa fase inicial, a Nissan propõe o financiamento com prestação mensal e troca de viatura no final do contrato, mas vai evoluir para sistemas de aluguer operacional para clientes particulares.

Ou seja, o renting aplicado a (por enquanto…) franjas de negócio com grande potencial de crescimento ao longo dos próximos anos.

Vão contemplar também soluções de aluguer temporário, carsharing ou com maiores extensões de tempo, dando ao cliente a possibilidade de ter um veiculo adaptado às necessidades do momento.

Tudo parte de um movimento que leva à condução autónoma, cujas soluções a Nissan tem vindo a ensaiar, incluindo em veículos de produção.

Como o sistema ProPILOT estreado na segunda geração do Leaf.