Aquisição automóvel continua a dinamizar crédito

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Os indicadores da ASFAC do primeiro trimestre de 2018 evidenciam a importância do sector automóvel para a dinamização do financiamento em Portugal.

Este facto é manifestado no crédito clássico, onde a aquisição de meios de transporte representa 67,2% do total do financiamento.

Os 553 milhões de euros financiados para veículos novos e usados, maioritariamente a clientes particulares, representam mais 16,6% face ao primeiro trimestre de 2017.

A distribuição é feita do seguinte modo:

Como se constata, os ligeiros de passageiros usados são os mais financiados, seguidos dos novos com menos de um terço do valor de financiamento dos primeiros.

No global, as associadas da ASFAC – Associação de Instituições de Crédito Especializado concederam 2.423 milhões de euros durante o primeiro trimestre de 2018, mais 11,1% face ao período homólogo.

Este crescimento deve-se à subida na generalidade dos vários tipos de crédito, principalmente do crédito clássico, que representa 34% do financiamento concedido no primeiro trimestre de 2018.

Os 823 milhões de euros concedidos no crédito clássico significam mais 20% do que no período homólogo de 2017.

O crédito stock, concedido a comerciantes para reposição de stocks, incluindo do sector automóvel, representou 45,8% dos montantes concedidos nos três primeiros meses do ano.

Foi o que apresentou menor crescimento no primeiro trimestre de 2018, apenas mais 3,9% comparativamente com o primeiro trimestre de 2017.

O crédito revolving registou no uma subida de 15%.

De positivo, salienta a ASFAC, a tendência positiva no que se refere à diminuição das situações de incumprimento no crédito ao consumo.

Tem-se verificado desde 2013 uma redução do número de portugueses com problemas de crédito malparado, com cerca de 127 mil portugueses a menos nesta situação desde então.

Em 2018 esta tendência manteve-se, com cerca de 4 mil portugueses a deixaram de estar em incumprimento em Março, face a Dezembro de 2017.

Consumo interno é motor de crescimento da economia

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística estamos a assistir a uma desaceleração do crescimento da economia nacional.

O PIB português aumentou 2,1% no 1º trimestre de 2018 face a igual período do ano passado, mas menos do que os 2,4% do último trimestre de 2017.

O INE explica que foram sobretudo as exportações que fizeram a economia abrandar, e, é por isso que o consumo interno tem um papel determinante no desempenho da economia portuguesa.

“Estes números provam que as instituições financeiras estão, cada vez mais, lado a lado com os agentes económicos e dos portugueses em geral, que estão a investir mais em bens de valor”, refere António Menezes Rodrigues, presidente da ASFAC.

“E o crescimento da procura dos comerciantes de automóveis pelo financiamento das instituições de crédito especializado prende-se com o bom desempenho da economia nacional”, concretiza.