2017: crédito ao consumo abrandou mas o financiamento automóvel cresceu

285

Indicadores da EUROFINAS, Federação Europeia do setor do crédito ao consumo, revelam um abrandamento do crédito ao consumo na Europa, mantendo, contudo, valores mais interessantes no que se refere ao financiamento automóvel.

O desempenho positivo desta categoria em 2017, mostra que, no segmento das viaturas novas, o financiamento cresceu 6,3% e nos carros usados 12,2%.

Também o financiamento das viaturas comerciais aumentou 2,8%.

Os carros novos representaram 14% do crédito concedido nesta área, nos usados esse indicador representa 11,5%.

No entanto, numa análise comparativa com 2016, todos estes valores são inferiores: no ano anterior o segmento das viaturas novas cresceu 11,1% e o de carros usados 13,3%. Enquanto o financiamento de viaturas comerciais aumentou 10,6%.positivos.

Outros financiamentos

No global, em 2017 foram concedidos pelos membros da Eurofinas (European Federation of Finance House Associations) 449.771 mil milhões de euros em novos créditos, o que representa um aumento de 6,2% comparando com 2016.

A informação da Eurofinas, reflete um abrandamento do crescimento em todas as categorias de crédito, com exceção do crédito imobiliário que diminuiu 2,8% em 2017.

O crédito ao consumo registou em 2017, na ordem dos 7,2%, valor ligeiramente abaixo do registado no ano anterior e também do verificado nos anos anteriores à crise.

O crédito pessoal corresponde a cerca de 17% do total do crédito concedido, apresentando um aumento de 10,6% face a 2016.

No crédito revolving verificou-se um incremento de 6,2%, e o crédito concedido através do ponto de venda (maioritariamente na categoria lar) aumentou 2,8,%, uma subida muito moderada se compararmos o crescimento de 7,9 % registado no ano passado.

Mercados de grandes dimensões como a Alemanha, Itália e o Reino Unido, continuam a mostrar níveis de crescimento sólidos, enquanto que a França e a Republica Checa apresentaram um desempenho ligeiramente negativo de -1,9%. e -1 %, respetivamente.

A Bélgica, por seu lado, foi o país que apresentou a taxa de crescimento mais negativa no crédito ao consumo com um valor de -5,5%.