ENSAIO: Citroen C4 Cactus Feel Business 1.5 BLUEHDI 100CV

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Quando há uns meses o construtor apresentou o renovado C4 Cactus, anunciou também
o fim do ciclo da berlina C4 de 5 portas, carro que, independentemente das avaliações, a verdade é que teve uma carreira relativamente discreta no mercado português.

Neste segmento competitivo e onde há alguns anos havia propostas de carroçaria tão diversificadas como coupé, cabrio, monovolume, carrinha e berlina, convivem hoje apenas as duas últimas, salvo raríssimas excepções.

E também uma nova forma de carro, a que uns chamam SUV e outros Crossover.

O Cactus “original” surgiu precisamente a pensar nesse prometedor nicho de mercado onde, actualmente, todos os construtores querem estar presentes por ser um dos que tem maior procura.

Seja por uma questão de design, porque os consumidores consideram-no mais robusto, ou ainda porque a posição de condução elevada aparenta segurança e oferece mais visibilidade.

Só que, dois anos depois do primeiro Cactus, a renovação da gama C3 acabou por incluir numa das linhas de equipamento, precisamente no mesmo local, aquilo que mais identifica o Cactus e tão publicitado foi como vantagem de protecção da sua carroçaria: os “airpumps”.

Com dois carros tão parecidos e quase concorrentes – na realidade, derivado da juventude do conceito, o novo C3 até “limou” umas arestas do Cactus “original” – a marca francesa sentiu necessidade de evoluir o primogénito SUV, dando-lhe um ar mais aburguesado e conservador.

Com uma oferta assente na versão de 110 cv do motor a gasolina 1.2 PureTech, a aposta diesel recai agora sobre o novo membro do clube dos motores WLTP: o igualmente versátil e muito frugal 1.5 BlueHDI que, com 100 cv ou 120 cv, está apto para cumprir as novas regras de emissões.

Impressões

O Cactus conserva a base, mas a suspensão evoluiu em conforto.

Já o interior mantém-se irreverente, adquirindo qualidade e bancos mais cómodos, enquanto o equipamento de segurança e de conectividade cresceu.

Mas, do espaço à falta de funcionalidade dos vidros traseiros, praticamente nada mais mudou.

Em termos estéticos perdeu o poder de atração dos vistosos airpumps laterais que, se para uns conferia rusticidade, para outros representava robustez, irreverência e aventura.

Tentados a concordar com os últimos – afinal, os “verdadeiros” “airpumps”, em material de borracha, protegiam realmente a carroçaria, enquanto os atuais, de plástico, pouco mais são do que estéticos – no geral, o C4 Cactus tem charme enquanto SUV mas sem argumentos para afrontar a concorrência tradicional do segmento C.

Mesmo com todo o equipamento acrescentado, nomeadamente uma dúzia de ajudas à condução.

Não é crítico para o grupo PSA. Afinal, conta com dois best-sellers da categoria, o Peugeot 308 e, por via da aquisição da Opel, o Astra. Ambos com berlinas de 5 portas e belíssimas carrinhas a acompanhar.

Ficha de Produto: Preço, rendas, consumo e motor

  • Preço:

23.952 Euros*

  • Rendas:

423,62 €/mês (36m)*

400,70 €/mês (48m)*

 

  • Consumo médio e emissões:

4,0 l / 100Km / 97 gCO2/km*

  • Dados do Motor:

3 / 1.499 cc

100 / 3.750 cv/rpm

250 / 1.750 Nm/rpm

(*) Valores LEASEPLAN. Quilometragem anual contratada: 30.000 – Serviços incluídos: aluguer/iuc/ seguro (franquia 4%)/manutenção/ gestão de frota/ pneus ilimitados/ veículo de substituição – quilometragem técnica máxima: 200.000 kms