CHAUFFEUR PRIVÉ: ‘Chauffeur’ privado para empresas?

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Ainda antes da entrada em vigor da regulamentação para o sector e numa fase tensa de protestos dos taxistas contra os operadores de transporte em veículo descaracterizado a partir de plataforma eletrónica (TVDE), a Chauffeur Privé arrancou operações em Portugal.

E num mês de atividade (a oferta de serviços começou em meados de setembro de 2018), o operador francês contabilizou logo mais de duas mil viaturas registadas na sua plataforma e mais de 50 mil instalações da aplicação.

Reclamando para si a diferença na qualidade e transparência do serviço, Sérgio Pereira, diretor-geral da Chauffeur Privé em Portugal, explica o que é que distingue a empresa em relação a concorrentes como a Uber, Cabify ou Taxify.

“Diferencia-se pela qualidade do serviço, com um valor competitivo para os motoristas (nossos parceiros) e para os utilizadores”, diz.

“O nosso negócio tem como base três eixos fundamentais: preço competitivo, qualidade de serviço e proximidade. Temos um preço competitivo, a partir de apenas 2,50 euros, oferecemos um valor fixo, sem surpresas, que  não está sujeito a oscilações que possam ser provocadas por fatores externos, como o trânsito no percurso ou alterações de percurso”.

Daí que o preço da viagem seja sempre definido na altura da reserva e, para os motoristas, a comissão cobrada pela empresa é, de acordo Sérgio Pereira, das mais baixas no mercado, apenas 15 por cento.

Apesar disso, no site da empresa pode ler-se: “os nossos preços podem variar dependendo das condições de trânsito ou aplicação de uma tarifa dinâmica devido a procura excecional em determinada zona”.

Sérgio Pereira garante também que a Chauffeur Privé se rege por critérios elevados de segurança e compromisso ao nível de recrutamento, formação brigatória e acompanhamento da atividade dos motoristas.

“Temos presença física na cidade de Lisboa, local onde os motoristas podem tratar de todas as suas questões profissionais relacionadas com a empresa, e regemo-nos por uma política de portas abertas. Não nos escondemos atrás de uma app, disponibilizamos um serviço de apoio ao cliente e ao motorista, único e personalizado”.

A oferta corporate

Nesta fase, a oferta dirige-se apenas para clientes individuais, apesar de poder ser utilizada num âmbito profissional.

“No entanto, a Chauffeur Privé pretende ser útil, tanto para clientes particulares como para empresariais e faz todo o sentido oferecer um pacote de serviços para o mundo empresarial, à semelhança do que já acontece em França. Enquanto grupo, estamos preparados ao nível de infraestruturas tecnológicas, ou seja, conseguiremos inserir essa funcionalidade na nossa plataforma. No entanto, ainda não temos o serviço disponível neste momento”, diz Sérgio Pereira.

“Eventualmente haverá até uma equipa interna dedicada ao canal B2B, mas os motoristas vão fazer parte da base comum”, prossegue.

“Os clientes empresariais têm uma grande exigência em termos de tempos de espera e, desta forma, tem sentido disponibilizar toda a frota para servi-los”.

Outro elemento-chave da Chauffeur Privé é o Programa de Fidelização.

“Valorizamos os nossos melhores clientes com recompensas para aqueles que privilegiam o nosso serviço. Único no mercado, este programa permite a angariação de pontos que, depois, podem ser convertidos em viagens gratuitas”.

Este programa assenta em quatro níveis de estatuto na aplicação que vão do vermelho (Red) à platina (Platinum), sendo que o número de pontos ganhos varia consoante o tipo de utilizador.

Porquê Portugal?

O facto de Portugal ser o primeiro destino para a expansão da Chauffeur Privé não se deve exclusivamente à legislação este ano aprovada para a regulação do sector.

“O lançamento da marca em Portugal foi preparado ao longo de vários meses”, refere o diretor-geral da empresa.

“Foi uma decisão refletida e consciente que tomamos a pensar na nossa estratégia de negócio e nas necessidades do mercado. Portugal é agora um ‘hub’ de negócio de grande potencial que tem captado vários modelos e linhas de negócio, de grandes multinacionais a ‘startups’”.

“Os processos de digitalização dos negócios e o desenvolvimento de negócios digitais estão em franca expansão no nosso país”, continua.

“Em muitos aspetos, Portugal ultrapassa outras economias europeias que se têm dedicado com menor intensidade a este tipo de negócio. Naturalmente, também o interesse por parte de entidades públicas nestes processos, bem como o significativo grau de desenvolvimento da legislação nacional no que concerne aos negócios digitais fazem de Portugal o local ideal para este desenvolvimento”.

Por isso, afiança Sérgio Pereira, a legislação que entrou em vigor no início de novembro teve impacto mas não foi condição essencial para o arranque das operações em Portugal, antes foram a estrutura de mercado e a procura dos serviços que justificaram o investimento.

Viaturas e motoristas admitidos

Uma das características apregoadas de diferenciação dos novos operadores é a excelência e a segurança do serviço, algo em que a Chauffeur Privé garante não querer descurar.

“Os motoristas passam por um processo de recrutamento rigoroso antes de integrarem a nossa equipa. Todos os motoristas são sujeitos a um ‘security check’, em que analisamos os seus registos criminais e atividades profissionais anteriores para percebermos se poderá integrar a nossa equipa.

Posteriormente, têm também de passar por um processo de  formação intensiva sobre o serviço e a empresa, nas nossas instalações, para que possam começar a trabalhar connosco”.

Em relação aos veículos, o mínimo admitido são carros do segmento C, com cinco portas e, no máximo, sete anos.

“Há um conjunto de condições essenciais para poderem ser utilizados no serviço e, obviamente, têm de estar em conformidade com a lei e enquadrarem-se nos nossos padrões de qualidade e conforto.”

Incluindo as viaturas de maior dimensão, até 9 lugares.

“Existe claramente procura neste segmento. Dentro do nosso plano de propor soluções cada vez mais próximas das necessidades dos nossos clientes, é algo que consideramos”.

Mas não têm de ser do grupo Daimler, pelo facto do construtor dispor da maioria do capital da empresa.

“A Chauffeur Privé trabalha com todo o tipo de automóveis, pelo que não existe uma preferência pelos modelos produzidos pelas marcas detidas pela Daimler. Vamos manter uma diversidade de veículos e modelos disponíveis desde que estes cumpram com os requisitos mínimos de qualidade, condições gerais e de conforto”.

CHAUFFEUR PRIVÉ
Sérgio Pereira
Diretor-geral em Portugal
ola@chauffeur-prive.com
become.chauffeur-prive.com

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