Frota grupo ENGIE: conciliar TCO com ecologia (parte I)

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A ENGIE é o maior produtor privado de eletricidade do Mundo, com 150 mil colaboradores espalhados por 70 países.

É ainda o primeiro a nível global em Serviços de Eficiência Energética, bem como o maior distribuidor de gás natural da Europa.

Em Portugal conta com cerca de 500 colaboradores, assumindo um papel relevante na produção energética, através de uma joint-venture com a japonesa Marubeni, que lhe permite deter doze parques eólicos e duas centrais termoelétricas.

“Nos serviços, somos ainda um dos players mais influentes na área de ‘Facility Management’, bem como nas redes de frio e calor, onde atuamos através da Climaespaço, S.A., a única rede de distribuição de frio e calor em Portugal”, explica Marco Gil, gestor da frota e Head of Procurement da ENGIE.

Com uma gestão da frota centralizada e sem diferenças regionais, dos cerca de 130 veículos que a compõem, a maior parte são modelos comerciais, afetos às áreas de manutenção e operação e serviços de eficiência energética.

O maior desafio para Marco Gil é tornar o parque automóvel do grupo cada vez mais ecológico, sem derrapagens financeiras.

Outra dificuldade, diz, é a ausência de soluções em alguns segmentos, como é o caso dos pequenos furgões, “onde os motores a gasóleo são ainda a melhor opção económica para as empresas”.

Com 15 anos de experiência na área de Procurement, Marco Gil gere a frota da ENGIE há sensivelmente 7 anos, acumulando essa função com a responsabilidade do Departamento de Compras

Espaço para melhorar

Enquanto responsável pelas compras da empresa, o também gestor da frota do grupo tem plena consciência do peso que estas assumem para as contas da empresa.

Daí que, além da preocupação fiscal – “seria necessário aliviar a carga fiscal na aquisição e na tributação autónoma” -, no momento da decisão da compra, o gestor da ENGIE procure conciliar a questão ambiental com um TCO reduzido mas ajustado às necessidades de utilização da viatura.

“A redução da emissão de gases poluentes para a atmosfera é um dos nossos principais objetivos. E se existirem benefícios fiscais que possibilitem uma transição mais rápida na substituição dos veículos a combustão vamos tirar partido”, declara convicto.

Porque a questão ecológica é uma das preocupações principais, “não só em relação ao consumo, mas igualmente às emissões de CO2 e NOX”, já existe uma política de consciencialização dos condutores para uma condução segura e eco responsável, bem como é prática da empresa partilhar periodicamente estudos de avaliação energética do uso das viaturas com os colaboradores.

“Esses estudos constam de uma avaliação ao consumo de combustível, mas também aos acidentes de viação. Neles avaliamos as causas de todos os sinistros e são divulgadas e implementadas ações de melhoria e correção.

Temos assistido a uma melhoria nos comportamentos de condução, contudo, existe sempre espaço para melhorar”, diz.

Por isso, admite Marco Gil, “estamos a estudar a possibilidade de introduzir uma cultura de corresponsabilização no recondicionamento e sinistros mas, para já, a aposta passa pela prevenção e divulgação de regras de segurança e conservação das viaturas”.

Parceiros da mobilidade elétrica

Com capacidade para fornecer soluções de carregamento, a ENGIE pode ajudar as empresas na transição para a mobilidade elétrica.

Uma das apostas do grupo passou pela aquisição, em 2017, do maior fabricante europeu de postos de carregamento de veículos elétricos, a EV-BOX.

“Temos capacidade para apresentar às empresas soluções do género ‘carregamento como um serviço’, ou seja, temos a capacidade de o cliente apenas se preocupar com a colocação da viatura a carregar e ser a ENGIE a proceder ao investimento, instalação dos carregadores, sistemas auxiliares se necessário (painéis solares, baterias, entre outros) e monitorização de todo o sistema.

É possível até dotar os colaboradores de uma empresa de  carregadores domésticos, enviando automaticamente pela internet os custos com a energia para um departamento de recursos humanos por exemplo, e desse modo, serem ressarcidos dessa despesa”, afirma Marco Gil, gestor de frota do grupo ENGIE e também  responsável do Departamento de Compras em Portugal.

Posteriormente à publicação desta entrevista na edição em papel da Fleet Magazine, o grupo recebeu a primeira viatura 100% elétrica: uma Citroen E-Berlingo que entrou ao serviço na Climaespaço.

Continua:

Carros elétricos da Engie com “kit’s” de Fuel Cell

BI da Frota grupo ENGIE

  • Dimensão da frota: aproximadamente 130 viaturas. Cerca de 80% são comerciais;
  • Marcas e modelos predominantes: Peugeot Partner, Volkswagen Caddy e Citroën Berlingo nos modelos comerciais. Nos ligeiros de passageiros existe uma dispersão de marcas, desde Ford, Seat, Renault até BMW em segmentos mais elevados.
  • Idade média da frota: 4 a 5 anos;
  • Financiamento: renting com manutenção incluída, tipicamente 48 meses/ 100 mil quilómetros, podendo ser ajustado consoante o perfil de utilização. (Não contratamos Seguro, pneus, viatura de substituição nem seguro de recondicionamento)
  • Critério de aquisição: viaturas negociadas diretamente com as marcas, em alguns casos baseados em contratos internacionais. Negociação posterior com as locadoras;
  • Gestoras com maior presença na frota: Leaseplan, ALD Automotive, Arval, VWFS;
  • Equipamento: obrigatório equipamento de segurança ativa (ABS, ESP) e sistema mãos livres;
  • Georeferenciação e/ou de controlo/gestão da frota: sistemas de localização e gestão de frota através de GPS que permitem não só aceder à localização das viaturas, como analisar, em tempo real, o estilo de condução para agir proactivamente;
  • Decoração: versões comerciais decoradas com a imagem definida pelo Grupo, que tem por base a criação de uma identidade única em todo o Mundo para o melhor reconhecimento da marca.