Confirmando a tendência, os modelos familiares compactos (segmento C) e executivos (segmento D) de passageiros estão a perder terreno para os SUV.

Se em 2017 (face a 2016) a queda verificada nestas categorias foi de 0,22 e 6,9%, respectivamente, em 2018 registou-se uma quebra mais acentuada de 11,47% e 25,05% nos segmentos C e D.

Pelo contrário, o segmento dos SUV, que incluem uns poucos modelos de TT considerados ligeiros de passageiros, subiu mais de 29%, dilatando ainda mais os quase 23% de subida registados no final de 2017.

Assim, mais de 64.600 novas unidades com este tipo de carroçaria foram registadas em Portugal em 2018.

Saliente-se que o Nissan Qashqai foi o segundo modelo mais matriculado em Portugal e que entre os 10 primeiros encontramos ainda o Renault Captur e o Peugeot 2008.

O segmento de modelos de luxo foi também afectado com esta transferência de mercado, em parte pelo aumento da oferta de modelos híbridos com características de SUV.

Ainda que em valores numéricos menos expressivos, o aumento do mercado de citadinos e a relativa estabilidade do segmento dos utilitários poderá explicar-se com a importância que o rent-a-car está a ter para o mercado automóvel em Portugal.

2018: modelos mais vendidos em Portugal (ligeiros de passageiros, comerciais ligeiros e elétricos)

Entre os citadinos, o modelo mais matriculado em 2018 foi o Fiat 500, enquanto nos utilitários a liderança do segmento e do mercado total pertenceu mais uma vez ao Renault Clio.

Só este último modelo garantiu cerca de 6% do mercado de ligeiros de passageiros em 2018 e quase 44,5% das vendas totais da Renault em Portugal.

Já a gama (bastante alargada…) do Fiat 500, apesar de ser a mais vendida pela marca italiana em Portugal, assegurou pouco mais de 26,5% das vendas totais no ano passado.

Distribuição do mercado de viaturas ligeiras de passageiros por segmento

 

Variação percentual dos segmentos entre os ligeiros de passageiros

 

 

Como os SUV estão a entrar nas frotas