LeasePlan: o negócio além do renting; dos usados ao apoio a parceiros de mobilidade (II)

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Como está a evoluir o negócio de usados que retomou a designação “Car Next”. Isso deve-se à vontade de dar maior autonomia à marca de usados?

Está a evoluir muito bem. Se olharmos para um passado não muito longínquo e para aquilo que hoje em dia movimenta o negócio de usados, tanto na vertente B2B como no canal B2C, temos tido ofertas cada vez mais interessantes para ambos os canais e com condições de logística, de venda e de serviços acessórios mais interessantes.

No que respeita ao regresso da marca CarNext.com, trata-se de uma opção para que a venda de usados tenha uma identidade própria, embora a marca LeasePlan e CarNext.com estejam intrinsecamente ligadas, até na própria forma de apresentação da marca: CarNext by LeasePlan.

Que peso teve nas contas da actividade da LeasePlan em 2018?

Não temos propriamente o peso individualizado, mas sabemos que tem um contributo muito positivo, pois permite-nos vender melhor a generalidade dos automóveis.

Vemos a venda de usados como parte integrante da actividade de renting, é o fim da cadeia de valor e, como tal, tem um peso decisivo na nossa rentabilidade.

E uma oportunidade de continuarem a financiar esses veículos, através do renting de viaturas usadas…

Sim. O renting de usados como aposta começou em 2018 e fizemos números muito interessantes. A divulgação do produto passa sobretudo por campanhas e ofertas especiais, que têm sido muito bem-sucedidas.  É uma opção que, ao nível do preço, é muito interessante.

“As novas tendências de mobilidade representam uma oportunidade de negócio. Não podemos esquecer que estas plataformas são desenvolvidas por empresas de base tecnológica e não automóvel. Assim, haverá sempre necessidade de envolver um parceiro com soluções automóveis que possam dar resposta à oferta final”

A LeasePlan caracteriza-se também pelo apoio a plataformas de mobilidade com campanhas/acordos/ofertas específicas. Que importância pode significar estar neste negócio, além, naturalmente, do fornecimento de viaturas?

A LeasePlan trabalha com todas as plataformas de TVDE e partilha de carros existentes em Portugal, das quais destacamos a Uber, com a qual temos uma parceria internacional.

Para nós, estas novas tendências de mobilidade representam uma oportunidade de negócio. Não podemos esquecer que estas plataformas são desenvolvidas por empresas de base tecnológica e não automóvel. Assim, haverá sempre necessidade de envolver um parceiro com soluções automóveis que possam dar resposta à oferta final que é disponibilizada pela tecnologia.

Este é um espaço natural do renting e da LeasePlan: o nosso negócio core é disponibilizar e gerir automóveis, pelo que estamos bem posicionados para apoiar esses nossos parceiros.

É razoável equacionar a possibilidade da própria Leaseplan vir a entrar directamente neste mercado com uma frota e uma marca própria destinada ao aluguer/partilha de veículos de curta duração?

A LeasePlan é uma empresa de serviços automóveis, pelo que essa hipótese está fora do nosso âmbito de actuação.

O que podemos esperar da Leaseplan em 2019? Pode já adiantar algumas soluções/serviços que contem apresentar/desenvolver este ano?

Será sobretudo um ano de continuidade das apostas que temos feito nas PME e particulares, na diversificação dos tipos de motorização, através da promoção dos veículos eléctricos e híbridos plug-in, e no desenvolvimento de estudos que nos permitam estar na linha da frente em termos de pensamento sobre a mobilidade e renting automóvel.

No ano passado lançámos o white paper “Motorizações: qual a mais eficiente?”, um sucesso junto dos nossos clientes e que certamente será actualizado durante este ano.

No que respeita a novos serviços e produtos,a seu tempo, serão divulgados.

António Oliveira Martins, LeasePlan: “A gasolina não é um desafio” (I)

“Termos recebido em 2018 o prémio Fleet Magazine para a melhor “Gestora de Frota” foi muito importante para nós, pois vínhamos de um historial imaculado, em que tínhamos ganho todas as edições anteriores.

Em 2017 os prémios sofreram uma interrupção, pelo que estávamos muito curiosos em perceber se este ano continuaríamos a ter a confiança dos nossos clientes, sobretudo tendo em conta os diferentes moldes de avaliação dos prémios.

Como é natural, ficámos muito contentes por continuar a manter uma posição de destaque que muito nos orgulha, nesta nova geração dos prémios Fleet Magazine”

António Oliveira Martins, director-geral da Leaseplan Portugal