Financiamento especializado importante para uma mobilidade mais sustentável

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O papel do financiamento especializado na modernização da economia esteve a debate na 15.ª edição do Fórum da Associação Portuguesa de Leasing, Factoring e Renting (ALF).

Nomeadamente, como José Gomes Mendes, Secretário de Estado Adjunto e da Mobilidade destacou logo na sessão de abertura para a área da mobilidade.

Tema de um dos painéis, a mobilidade trouxe para a mesa a relevância do financiamento especializado para a renovação das frotas e para o grande objectivo de uma maior descarbonização.

A este propósito, Hélder Pedro, secretário-geral da ACAP, realçou o investimento massivo da indústria automóvel na investigação, desenvolvimento e disponibilização de tecnologia cada vez mais verde, onde o renting desempenha um papel central na renovação de frotas.

Eduardo Ferreira de Lemos, Director de Planeamento Estratégico da Brisa, defendeu que o novo paradigma da mobilidade pode ser a grande alavanca da descarbonização.

Contudo, ressalvou este responsável, a autonomia é um dos grandes inibidores da transição.

Para o porta-voz da Brisa não há dúvidas de que a renovação das frotas é determinante para a preservação ambiental e para a segurança rodoviária, sendo que as soluções de financiamento especializado permitem que essa renovação ocorra de forma regular.

Mas como Hélder Pedro fez questão de lembrar, há também a necessidade de definir uma estratégia de electrificação e standards a nível europeu para a criação de uma rede de carregamentos eficiente.

Igualmente João Venâncio, Responsável de Mobilidade do do grupo PSA, concordou que o renting tem um papel fulcral neste momento de transição eléctrico, pois permite às empresas e particulares a adopção de soluções complementares, com o mínimo de risco.

“Acreditamos que é preciso saber transformar as tendências e desafios em oportunidades. Tal como temos vindo a defender, é absolutamente crucial que, no contexto actual, enfrentemos esta transição de forma gradual e regrada, para não criar uma disrupção total no sector, garantindo que os operadores conseguem acompanhar, prosperar e contribuir para um crescimento sustentado”, concluiu António Oliveira Martins, Vice-presidente da ALF.