O Citroen Berlingo é muito importante para a marca e para o grupo PSA. Enquanto furgão, é igualmente importante para as empresas que, deste tipo de carro, esperam robustez, fiabilidade, versatilidade, facilidade de condução e baixos custos de operação.

Com tantas e tamanhas exigências, não é de estranhar a complexidade que resulta desenvolver um veículo desta natureza, destinado a um segmento com baixas margens de rentabilidade e que, ainda por cima, lida directamente com o consumidor mais exigente que pode existir: aquele para quem o seu rendimento depende do estado operacional do veículo.

Posto isto, deve significar alguma coisa o facto de, juntas, Peugeot e Citroen dominarem o segmento dos pequenos furgões com um carro que é essencialmente o mesmo, e que, em qualquer das anteriores gerações, continua a ser reconhecido pelo conjunto de qualidades anteriormente descritas.

Os factos

A introdução serve para explicar o motivo do grupo PSA, ao desenvolver um novo veículo, ter idealizado não um, não dois, mas vários modelos.

E não se tratou simplesmente de o fazer para várias marcas – agora também a Toyota, além da Opel/Vauxhall –, mas de utilizar a mesma base para conceitos tão distintos quanto o Peugeot Rifter, por exemplo.

Ora se nas pizzas o segredo está na massa, neste carro está na plataforma, na base sobre a qual vão assentar diversas combinações, mais curtas ou mais longas, com menor ou maior capacidade de carga.

Base que é “tão só” a junção entre a parte dianteira da famosa EMP2 utilizada por muitos carros de turismo, com a robusta e muito fiável parte traseira da anterior geração.

E não é que resulta?! Não é por se tratar de um carro construído em Portugal (pelo menos alguns, outros provêm de Vigo) que estamos a puxar a brasa à nossa sardinha. A verdade, é que se é cada vez mais fácil nos esquecermos que estamos a conduzir um comercial… quando estamos a fazê-lo!, isso é ainda mais evidente neste modelo.

Mesmo quanto atrás do banco vai uma caixa completamente fechada. Por falar nisso, a unidade que ensaiámos dispunha de uma solução muito interessante, uma câmara colocada sobre o portão traseiro, que transmitia as imagens captadas para um painel que funcionava como retrovisor ou visor para manobras traseiras, com a vantagem de acedermos a imagens a partir de diferentes ângulos de visão (Surround Rear Vision).

Popular, prática e eficiente

O resultado de utilizar a parte frontal da plataforma EMP2 é uma frente alta que faz disparar os sensores das portagens naci

onais e elevar-lhe a classe, onerando os custos das operações caso não disponha de Via Verde.

Mas essa decisão é também a principal razão pelo facto de, não apenas o Berlingo poder dispor de muitos sistemas de segurança e ajudas à condução normalmente presentes nas versões de passageiros – afinal, ele também tem mais do que uma versão de passageiros… –, como de todo o conforto e praticabilidade da sua condução, da visibilidade à facilidade de manobra.

Parte se deve também à disponibilidade, energia e modéstia de consumos do conhecido motor 1.6 HDi que, com apenas 5 velocidades e no caso 100 cv, vai cumprindo o seu papel enquanto as actuais regras de emissões o permitirem. Depois de Setembro, entra em acção o novo motor 1.5 BlueHDi, mais refinado e já com 130 cv.

Além de uma área de carga grande e flexível, espaço para duas Europaletes e capacidade para transportar até uma tonelada de carga em algumas versões, o Berlingo vai continuar a marcar a diferença entre os furgões.

Até porque a panóplia de opções permite às empresas encontrarem facilmente a solução mais ajustada.

Pena ser Classe 2. Mas a culpa não é do carro ou da lei de protecção de peões eu exige frentes mais elevadas, antes de um regulamento que, de obsoleto e aparentemente imutável, requer artes e engenhos para lhe suavizar os efeitos.

Ficha de Produto: Preço, rendas, consumo e motor

  • Preço:

24.195 Euros*

  • Rendas:

457,36 €/mês (36m)*

428,65 €/mês (48m)*

  • Consumo médio e emissões:

4,3 l / 100Km (NEDC2)

111 gCO2/km* (NEDC)

  • Dados do Motor:

4 / 1.560 cc (diesel)

100 / 3.750 cv/rpm

254/1.750 Nm/rpm

(*) Valores LEASEPLAN. Quilometragem anual contratada: 30.000 – Serviços incluídos: aluguer/iuc/ seguro (franquia 4%)/manutenção/ gestão de frota/ pneus ilimitados/ veículo de substituição – quilometragem técnica máxima: 200.000 kms