As vendas demonstram que os consumidores europeus são cada vez mais adeptos de carroçarias com a forma SUV e, tendência mais recente e este ano bem evidente no mercado automóvel em Portugal, estão a preferir mais os motores a gasolina.

A Mazda está bem posicionada para corresponder a estes novos gostos: no primeiro caso com a presença em Portugal de dois SUV nos segmentos mais concorridos – CX-3 e CX-5 –, no segundo com o lançamento de novos motores, um dos quais um novo “gasolina” que vai ter versão electrificada para conter consumos e emissões (SKYACTIV-X).

Mas se a situação pode ser favorável em muitos mercados europeus, por cá ainda não é bem assim, e a razão está no facto de a Mazda gostar de fazer rupturas de conceitos.

É que, embora esteja mais do que demonstrada a validade das opções do construtor em termos mecânicos, o facto de, ao contrário de outros que continuam a apostar em motores mais pequenos e potentes à custa de pressões elevadas de sistemas Turbo, a marca japonesa enveredou por cilindradas mais elevadas e não necessariamente mais potentes, o que gera barreiras ao nível fiscal em Portugal.

É o caso da unidade a gasolina de 2,0 litros com uns pouco expressivos 122 cv sem sistema electrificado mas, no lançamento desta nova geração do Mazda 3, a marca apresentou também uma nova unidade a gasóleo que substitui a anterior de 1,5 litros.

Ora para quem ainda não diaboliza o gasóleo, a verdade é que este novo SKYACTIV-D 1.8 prova como ainda é possível reinventar o diesel sem obrigação de AdBlue para conter o NOx e outras nocividades para a planeta, rompendo com alguns dogmas ao apostar elevar a cilindrada para reduzir o esforço do motor.

Com isso obteve uma progressão de binário mais suave em condução urbana, já em estrada só nos podemos queixar do esforço que fazem os 116 cv deste motor quando apostamos numa condução mais dinâmica que exija maior apoio da caixa de velocidades, porque, se a ideia é poupar nos consumos, então, senhoras e senhores, este motor foi talhado precisamente para o conseguir!

Embora parte desse mérito provenha da nova plataforma, mais leve, e da aerodinâmica das linhas que, provocadoras e desportivas mas não de forma demasiado evidente, contribuem para reduzir o atrito e, por via disso, facilitar também o trabalho da insonorização.

Já quanto ao conforto, condutor e passageiro contam com espaço e, quem gostar de conduzir com o banco rebaixado, encontra facilmente posição que o satisfaça.

Igualmente a colocação dos instrumentos e dos comandos está bem conseguida, revelando ergonomia, funcionalidade e rapidez de leitura. Mas tanto na visibilidade para o exterior – e isso reflecte-se mesmo para quem conduz e gosta de dominar a estrada – como nos acessos e na habitabilidade, o novo Mazda 3 pode sugerir algum acanhamento, com os lugares traseiros prejudicados pela pouca superfície vidrada e pelo formato do portão da mala.

Impressões

Um valor de 1.759 cc nesta categoria não são boas notícias para as contas do IUC, principalmente.

O equipamento proposto em cada uma das versões atenua o efeito do ISV, coadjuvado por uma qualidade de construção e de materiais que se saúda, quando alguma concorrência poupa neste critério para reduzir peso.

Mas se a volumetria do motor tem a ver com a necessidade de cumprir as regras e protocolos de emissões actuais e ter uma solução preparada para enfrentar o maior rigor das que aí vêm, com este 1.8 SKYACTIV-D o Mazda3 paga, em Portugal, mais 78 euros de IUC do que pagaria se tivesse menos… 9cc!

Ficha de Produto: Preço, rendas, consumo e motor

  • Preço:

30.336 Euros*

  • Rendas:

652,80 €/mês (36m)*

602,61 €/mês (48m)*

 

  • Consumo médio e emissões:

4,0 l / 100Km / 131 gCO2/km*

  • Dados do Motor:

4 / 1.759 cc (diesel)

116 / 4.000 cv/rpm

270 / 2.600 Nm/rpm

(*) Valores LEASEPLAN. Quilometragem anual contratada: 30.000 – Serviços incluídos: aluguer/iuc/ seguro (franquia 4%)/manutenção/ gestão de frota/ pneus ilimitados/ veículo de substituição – quilometragem técnica máxima: 200.000 kms