A nova geração Classe A da Mercedes-Benz ficou menos acessível do que a anterior.

Valorização que se justifica largamente com a subida de forma e de qualidade de construção, além da disponibilidade de mais tecnologia, dos apreciados sistemas de entretenimento e conectividade, às cada vez mais requeridas ajudas à condução e sistemas de segurança.

Ora se o resultado é um novo classe A mais adulto e de acordo com os pergaminhos da estrela, houve que encontrar uma solução que lhe permitisse continuar competitivo perante as marcas mais generalistas.

Uma delas está precisamente nesta versão, que utiliza o novo motor 1.4 a gasolina desenvolvido a meias entre o grupo Daimler e um grupo generalista que é a Renault, que, neste conjunto em concreto e apesar dos “magros” 109 cv, consegue valer-se da boa aerodinâmica do A e do peso para proporcionar resultados espantosos.

Antes de mais uma confissão: quando começámos a conduzir este carro fomos “enganados” pela designação A160 sem nos apercebermos da falta do “d” que a distingue do Classe A equipado com a versão menos potente do motor 1.5 a gasóleo.

E tão “enganados” fomos que foram necessários alguns quilómetros para nos apercebermos do erro, uma vez que, da pronta disponibilidade de binário à elasticidade do andamento, em ambiente urbano, este motor conjuga-se de forma fantástica com a nova geração do Classe A.

Entrados em estrada aberta sobressaíram as diferenças e dissiparam-se as dúvidas.

Já referimos anteriormente, outra grande revolução da nova geração aconteceu nos interiores e nas grandes mudanças não apenas na melhoria da qualidade dos materiais, como na ergonomia e na aparência de prestígio e de modernidade, em grande parte ajudado pelo imponente sistema de telas digitais de comando táctil ou por voz, que permitem diferentes configurações à vontade do condutor, e que dominam a parte superior do tablier.

Impressões

O novo MBA está melhor e mais dinâmico do que nunca.

Refinou-se, equipou-se, ganhou aparência e pressente-se mais qualidade interior.

Agora com esta novidade para propor às empresas: uma versão mais contida do novo motor a gasolina abaixo dos 25 mil.

Mas como versão contida no preço, houve que fazer algumas concessões.

Nomeadamente em matéria de equipamento e, por isso, existiam apenas dois painéis digitais de 7’’ na versão ensaiada, embora conservassem grande parte das informações sobre a viatura e condução, bem como alguma conectividade.

Porém, se há característica que define bem o carácter da nova geração do Classe A é ser bem mais divertida e segura de guiar do que a anterior.

Surpreendente é conseguir manter esses atributos, com as devidas reservas de potência, naturalmente, mesmo com este motor bem mais contido e montado numa solução pensada para ser de baixo custo… incluindo nos consumos.

A verdade é que se manipula bem e sem grandes excitações se conseguem obter desempenhos muito, mas mesmo muito, interessantes deste conjunto.

O tacto da direcção são auxiliares preciosos para obter essa sensação, a suspensão faz o resto no que toca a auxiliar à aderência, nomeadamente ao comportamento em curva até porque, afinal, a nova geração do A está com um centro de gravidade mais baixo.

Ficha de Produto: Preço, rendas, consumo e motor

  • Preço:

29.226 Euros*

  • Rendas:

536,40 €/mês (36m)*

527,89 €/mês (48m)*

  • Consumo médio e emissões:

5,8 l / 100Km

140 gCO2/km*

  • Dados do Motor:

4 / 1.332 cc

109 / 5.500 cv/rpm

180 / 1.375 – 3.500 Nm/rpm

(*) Valores LEASEPLAN. Quilometragem anual contratada: 30.000 – Serviços incluídos: aluguer/iuc/ seguro (franquia 4%)/manutenção/ gestão de frota/ pneus ilimitados/ veículo de substituição – quilometragem técnica máxima: 200.000 kms