Dados da Associação Portuguesa das Sociedades Concessionárias de Autoestradas ou Pontes com Portagem (APCAP) dizem que 32% dos acidentes nas autoestradas portuguesas, em 2018, foram causados pelo uso de tecnologia ao volante – distração por utilização de telemóveis, smartphones e soluções multimedia integradas de viaturas.

Estes números representam um aumento de 9% relativamente a 2017. Olhando para o período compreendido entre 2016 e 2018, o número de acidentes por distração nas estradas duplicou.

Os dados, recolhidos pelos vários operadores da APCAP, revelam que a distração ao volante contribuiu para o aumento de sinistros nas estradas devido àquilo que é apelidado pelos operadores de infraestrutura e outras entidades do sector de “multitarefa” – conceito associado à condução feita ao mesmo tempo que outras atividades, quer sejam telefonemas, envio e receção de mensagens e emails ou operação na eletrónica integrada dos veículos, por exemplo.

Este fenómeno contribuiu para o aumento do número de vítimas nas estradas nacionais nos últimos dois anos, em contraciclo com a tendência que se verificava desde 2010.

“É necessário que a redução da sinistralidade rodoviária constitua um desígnio nacional”
– António de Sousa, presidente da APCAP

“Circular na nossa rede de autoestradas continua a ser a forma mais segura de viajar, mas este aumento dos acidentes pelo uso da tecnologia é muito grave e deve ser travado pelo governo e pelas instituições do sector”, diz António de Sousa.