A viatura própria é o meio de eleição dos portugueses durante a pandemia. É a conclusão de um inquérito do Observador Cetelem, que conclui que 64% dos portugueses optam pelo seu carro (ou mota) para as suas deslocações entre casa e o local de trabalho/estudo.

Número que contraria a tendência verificada no estudo Observador Cetelem Automóvel que, no início do ano, dizia que os transportes públicos eram o meio de transporte que os portugueses preferiam para as deslocações entre a sua casa e o trabalho (57% dos inquiridos em Portugal consideravam inclusive que a rede de transportes públicos estava “muito desenvolvida”).

No final de maio, as opções de mobilidade partilhada foram as menos procuradas pelos portugueses. 95% dos inquiridos escolheram as viaturas alugadas em último lugar. As bicicletas e trotinetes partilhadas (82%) e os táxis e TVDE (74%) surgem logo a seguir.

OPINIÃO: A Tributação Autónoma nas viaturas

Já no que respeita aos principais fatores de compra de viatura própria, a segurança é o mais valorizado pelos portugueses (64%), sendo o custo (60%) o fator seguinte, acompanhado de perto pelo conforto e durabilidade (ambos com 58% das respostas). Comparativamente aos dados recolhidos no período pré-pandemia do novo Coronavírus (COVID-19), a segurança tornou-se num dos aspetos fundamentais para os automobilistas (subiu 23 pontos percentuais), seguida de perto pelo custo do veículo, que ganhou nova relevância, com uma subida de 22 pontos percentuais.

Cerca de 1,5% dos mil inquiridos entre os 18 e os 74 anos de idade revelaram que gostariam de adquirir uma viatura. Face à representatividade da amostra, estas intenções representam a venda de mais de cem mil automóveis.

O inquérito quantitativo do Observador Cetelem 2020 teve por base uma amostra representativa de mil indivíduos residentes em Portugal. O trabalho de campo foi realizado entre 20 de maio e 1 de junho de 2020.