A gama Renault Clio passa a contar com a solução mecânica híbrida E-TECH que se junta aos já existentes motores movidos a gasolina, a gasóleo e a GPL.

Recorde-se que esta versão Bi-Fuel, também presente no Captur, mantém benefícios fiscais em sede de Tributação Autónoma para ENI com contabilidade organizada, segundo o Orçamento do Estado para 2020.

Quanto ao novo Renault Clio E-Tech, disponível em Portugal a partir de setembro, partilha parte da mecânica híbrida com os novos Renault Captur E-TECH e Mégane E-TECH, ambos “plug-in”.

Além de não permitir carregamento externo, outra diferença mecânica está no facto de apresentar 140 cv (em vez de 160 cv do Mégane e do Captur), devido à redução da dimensão e, sobretudo, da tensão elétrica da bateria, que é de 1.2 kWh/230V, em vez de 9,8 kWh/400V.

Tecnologia E-TECH híbrida da Renault. Síntese dos princípios fundamentais

De comum, os três modelos têm a utilização do motor a gasolina 1.6 adaptado para receber em paralelo um motor elétrico com capacidade motora, coadjuvados por um segundo motor elétrico, para regeneração de energia e arranque do motor de combustão.

A gestão é assegurada por uma inovadora caixa de velocidades automática multimodo sem embraiagem, com até quinze combinações possíveis de transmissão: cinco do motor de combustão, três das unidades elétricas.

Derivada diretamente da experiência da Renault na Fórmula 1, esta transmissão contribui não só para a melhor eficiência ou potência ajustada às condições do terreno, como maior fluidez nas trocas de caixa que, recorde-se, não possui embraiagem.

Renault Megane E-TECH: o “plug-in” para as empresas que já não querem diesel

​Características principais do Renault Clio E-TECH

​​Sem alterações ao nível da habitabilidade, a forma bastante compacta da bateria permite manter a funcionalidade do banco traseiro e a capacidade da bagageira não é afetada. Mas não está presente o pneu suplente.​

Para poupar na gasolina e reduzir emissões, o arranque é sempre feito em modo 100% elétrico, cuja energia é assegurada pela travagem regenerativa ou pelo motor a gasolina em andamento.

Graças à possibilidade do motor térmico desligar nas fases de menor esforço (desde que exista energia elétrica disponível), a Renault assegura que o Clio E-TECH pode circular até 80% do tempo em modo totalmente elétrico em cidade.

Pode circular até aos 70-75 km/h em modo totalmente elétrico.

Isto poderá representar um ganho nos consumos, face a um motor a gasolina, de até 40% em ciclo urbano.

clio e-tech

Em resumo:

  • Motor 1.6 a gasolina, coadjuvado por dois motores elétricos;
  • Bateria de 1.2 kWh (230 V) fabricada pela Hitachi;
  • Potência total de 140 cv;
  • Transmissão automática com até 15 modos de condução combinados;
  • Consumo e emissões WLTP de 4,3 l/100 km e emissões CO2 de 96 g/km;
  • O sistema MULTI-SENSE permite seleccionar o modo de condução em função da vontade ou do perfil da estrada. Pré-definido, o modo My Sense é o melhor compromisso entre o comportamento dinâmico e as rápidas acelerações;
  • O modo Eco adota uma cartografia menos dinâmica e mais progressiva para o pedal do acelerador, bem como passagens de caixa adaptadas;
  • O modo Sport explora todo o potencial do sistema para aumentar o desempenho;
  • O tipo de condução adotado e outras indicações como o fluxo de energia, a quantidade disponível e as fases de regeneração são apresentadas no painel de bordo específico e no sistema multimédia com software próprio;
  • Modos de intensidade da recuperação de energia controlados a partir do manípulo da transmissão automática.