Mais de uma década de eletrificação e muitos anos de posição cimeira nos segmentos com maior número de vendas dão à Renault uma supremacia de mercado, que deve muito a uma rede consolidada e à oferta de produtos e soluções ajustáveis às necessidades das empresas

É uma das marcas automóveis mais próximas do consumidor europeu, graças a uma sucessão de modelos que contribuíram para democratizar a mobilidade dos cidadãos.

Com o mérito de o ter feito num desafio constante à indústria e aos conceitos da concepção automóvel, adivinhando e criando tendências: da “Quatrelle”, inevitavelmente, ao R5 e à sua 5.ª porta traseira, do conceito monovolume inaugurado com a Espace (posteriormente estendido a segmentos inferiores, com o Scénic e o Modus) ao prematuro Twizy ou ao cada vez mais atual Renault ZOE.

Nas empresas, a Renault é indiscutivelmente também um caso de sucesso. Se fosse eleito um carro de frota do século XX, o 4L seria finalista ou mesmo vencedor, embora modelos como o R5, R9/11,  Laguna, Clio ou Mégane entre os ligeiros de passageiros, Renault 4 e 5 Express, Clio Societé, Kangoo, Trafic e Master nos comerciais, façam igualmente parte da galeria das frotas em Portugal.

A obrigação de cumprir novas metas de emissões impôs a eletrificação, numa primeira fase como uma necessidade, mas o sentido de desígnio nacional e europeu do Estado francês – consagrado em incentivos à aquisição de veículos menos poluentes e no financiamento à indústria, como formas de estímulo à recuperação da economia europeia – vieram dar um novo alento a esse avanço tecnológico.

Um processo no qual a Renault é beneficiada por integrar uma aliança de marcas onde a partilha de conhecimento e a divisão de custos de desenvolvimento e fabrico são uma prática implementada há muitos anos.

Renault: quanto custa a bateria elétrica? Onde reparar ou substituir a bateria?

Com a experiência acumulada de mais de uma década de produção de viaturas eletrificadas, de anos de recolha de dados de utilização real dos seus carros nas mãos de consumidores particulares ou em uso profissional, além de uma rede de concessionários com centros especializados ZE, dotados de experiência e com formação para assistência a este tipo de veículos.

Tudo isto faz da Renault uma das marcas mais bem preparadas para responder aos desafios que se adivinham.

Renault quer dar mais energia à eletrificação dos seus modelos. E as empresas estão a ajudar

Eletrificação é para prosseguir

No início de 2020, a Renault apresentou um ambicioso plano estratégico assente em incentivos ao abate (para promover a renovação do parque automóvel), modelos de financiamento flexíveis (para facilitar o acesso à aquisição), implantação de uma rede de 60 postos de carga acelerada (22 kW) ou de carga rápida (43 kW) nos seus concessionários e também um conjunto de iniciativas de promoção e divulgação dirigidas a empresas (seminários) ou próxima dos consumidores particulares (em centros comerciais, por exemplo).

O objetivo é promover e desfazer dúvidas relativas à mobilidade elétrica.

Porém, uma vantagem não tão evidente mas bastante importante, reside no facto de este tipo de ações e a democratização dos carros eletrificados resultar positivamente sobre os valores residuais dos mesmos. Facto importante em alguns modelos de aquisição.

Relevante foi também a garantia dada por Gilles Normand, responsável pela divisão de Mobilidade e Veículos Elétricos do Grupo Renault: a marca vai prosseguir a aposta na eletrificação e – sobretudo – estimular uma cadeia de fornecedores que garantam a disponibilidade de produto final.

Renault Clio E-TECH. A quarta solução depois do GPL, da gasolina e do diesel

Oferta de modelos

Entre as gamas mais presentes nas empresas, Clio, Kangoo, Mégane, Master, Captur e ZOE são, atualmente, os mais procurados por frotas.

Sem descurar a importância da oferta com motor a gasóleo, mas incidindo o foco sobre a eletrificação, a revisão do ZOE permite mantê-lo como a grande aposta da Renault para o mercado das frotas públicas e privadas.

O atual Renault ZOE é proposto com baterias de 40 ou 50 kWh, motor de 110 cv ou 135 cv, este somente na versão com bateria de maior capacidade.

As duas, porém, com capacidade suficiente para o tipo de utilização habitualmente exigida a este tipo de veículos, podendo ambas receber carga rápida.

O ZOE pode ser adquirido também na modalidade de aluguer mensal da bateria: sistema Flex, custo variável em função da duração e quilometragem anual. A solução pode ser vantajosa em alguns modelos de aquisição ou ajudar a ultrapassar a desconfiança que pode subsistir ainda em alguns consumidores.

Nos comerciais, Kangoo (também existe em versão de 5 lugares) e Master asseguram a oferta para transporte de mercadorias.

Ainda em 2020 a oferta 100% elétrica aumenta com a chegada de um modelo de vocação urbana, juntando ao Twizy o Twingo Z.E..

Apontado nas previsões para o próximo ano, está o lançamento de mais um modelo familiar sem emissões, acima do ZOE, e da segunda geração do Kadjar, com versões eletrificadas.

Já este ano, os primeiros híbridos com a sigla E-Tech são o Clio, Captur e a carrinha Mégane, os dois últimos com particular interesse, por serem também plug-in, logo, alvo de benefícios fiscais para empresas e ENI com contabilidade organizada.

Taxas reduzidas de Tributação Autónoma para empresas e ENI

Gama Renault eletrificada

Renault Captur E-TECH Híbrido Plug-In 160

  • Preço para frotas abaixo dos 27.500 euros + IVA;
  • Chega em setembro de 2020;
  • Cinco ocupantes;
  • Motor a gasolina 1.6 mais dois elétricos, para 160 cv de potência total;
  • Consumo médio de 1,4 litros;
  • 50 km de autonomia elétrica combinada e CO2 a partir de 32 g/km;
  • Bateria de 9,8 kWh;
  • Tempo de carregamento em redor de três horas, ligado a tomada de 16A.

Renault Mégane Sport Tourer E-TECH Híbrido Plug-In 160

  • Preço para frotas abaixo dos 27.500 euros + IVA;
  • Chega em setembro de 2020;
  • Cinco ocupantes;
  • Carroçaria carrinha ou berlina de 5 portas;
  • Motor a gasolina 1.6 mais dois elétricos, para 160 cv de potência total;
  • Bateria de 9,8 kWh;
  • Tempo de carregamento em redor de três horas, ligado a tomada de 16A.
  • Autonomia elétrica combinada para 50 km.
  • Consumo médio de 1,3 litros;
  • CO2 a partir de 28 g/km;

Renault ZOE R110

  • PVP (sistema Flex) a partir de 23.690 euros (Zen Z.E. 40 R110) e 24.690 euros (Zen Z.E. 50 R110): aluguer de bateria de 74 a 124 euros/mês;
  • PVP a partir de 31.990 euros (Zen Z.E. 40 R110) e 32.990 euros (Zen Z.E. 50 R110): bateria incluída com garantia de 8 anos ou 160 mil quilómetros;
  • Até cinco ocupantes;
  • Baterias de 40 ou 50 kWh;
  • Motores de 110 cv ou 135 cv;
  • Autonomia combinada de 313 km ou 395 km;
  • Potência de carregamento de 22 kW ou, em carga rápida, 43 kWh e 45 kW, respetivamente.

Renault KANGOO Z.E.

  • PVP (sistema Flex) a partir de 26.420 euros, 27.896 euros (Maxi) ou 28.880 euros (5 lugares): aluguer de bateria de 74 a 124 euros/mês;
  • PVP a partir de 34.096 euros, 35.572 euros (Maxi) ou 36.556 euros (5 lugares): bateria incluída com garantia de 8 anos ou 160 mil quilómetros;
  • Dois ou cinco ocupantes;
  • Bateria de 33 kWh;
  • Autonomia combinada de 181 km, 183 km, 185 km, respetivamente;
  • Potência de carregamento de 7,4 kW;
  • Versões comerciais com capacidade de carga de 3 m3/574 kg ou 4 m3/569 kg.

Renault Twizy

  • PVP a partir de 8.180 euros (sistema Flex, aluguer de bateria de 50 a 62 euros/mês) ou 12.680 euros, bateria incluída com garantia de 8 anos ou 160 mil quilómetros.
  • Até dois ocupantes
  • 100 km de autonomia,
  • Carregamento doméstico em 3,5 horas.

Renault Twingo 22 kW

  • Sem PVP anunciado;
  • Chega em setembro de 2020;
  • Quatro ocupantes, motor de 60 kW (82 cv), bateria de 22 kW arrefecida a água;
  • Potência de carregamento de 22 kW (60 minutos);
  • Tempo máximo de carregamento de oito a treze horas, ligado a tomada doméstica, consoante potência contratada.

Renault Master ZE

  • PVP bastante variável em função do tipo de configuração;
  • Versões furgão, de 8 a 13 m3 de volume e até 1100 kg de carga útil ou chassis cabine para transformações, incluindo para uma capacidade de carga de até 22 m3;
  • Bateria de 33 kWh;
  • Autonomia até 120 km;
  • Potência de carregamento de 7,4 kW.

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