As exportações de componentes automóveis registaram, durante o mês de julho, um aumento de 1,4% face ao período homólogo, totalizando os 792 milhões de euros. Desde 2007 que julho não registava um valor tão alto.

São dados compilados pela AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel, que revela que após quatro meses de quedas sucessivas nas exportações, o mercado começa a recuperar, depois de em março ter registado uma queda de 25% (abril foi, de longe, o mês com a queda mais acentuada: 76,4%).

A Associação diz que espera que este aumento continue a verificar-se durante os próximos meses (tendência que se tem vindo a verificar desde maio), após um período de quedas acentuadas nas exportações de componentes automóveis, resultado da pandemia do novo Coronavírus (COVID-19).

Exportações de componentes automóveis reduzem 8% em junho

No que respeita ao acumulado (janeiro a julho), as exportações de componentes registam uma diminuição de 22% face ao mesmo período de 2019. As vendas ao exterior registaram, em números absolutos, uma diminuição de 1.285 milhões de euros face a 2019, durante este período.

Espanha continua a ser o mercado que mais compra componentes automóveis fabricados no nosso país, com vendas de 1.376 milhões de euros, embora tenha registado, no período acumulado, uma queda de 12,6%. A Alemanha, com 987 milhões de euros (-18%) e França, com 548 milhões de euros (-36,6%) completam o pódio. Relativamente às exportações para o Reino Unido, durante os primeiros sete meses do ano estas totalizaram 302 milhões de euros (-38%).

Juntos, Reino Unido, França, Alemanha e Espanha concentram 71% das exportações portuguesas de componentes automóveis.