Um parceiro garantido

A Proace City é a estrela da gama de comerciais da Toyota em Portugal, assegurando à marca um lugar de destaque no segmento dos comerciais mais vendidos em Portugal

Nascida da necessidade da Toyota preencher a sua gama de veículos comerciais, a Proace City surge da parceria do construtor com o grupo PSA. A sua base é semelhante ao modelo produzido em Mangualde – Citroën Berlingo, Peugeot Partner e Opel Combo -, distinguindo-se pelos pormenores que identificam a marca japonesa.

Com esta solução, a Toyota marca presença no segmento que vale mais de metade das vendas de comerciais em Portugal, robustecendo em valor e oferta a nova sigla Toyota Professional. Curiosamente, ganha ainda uma versão com motor a gasóleo dirigida para clientes particulares, a Proace City Verso.

Com diversas variantes de carroçaria dirigidas para profissionais, incluindo uma versão Combi de passageiros, o modelo é disponibilizado com dois comprimentos de carroçaria: L1 ou curto, com 4,40 metros de comprimento, e L2 ou longo, com mais 35 cm de corpo. Nos dois casos com portas laterais traseiras deslizantes, uma ampla e versátil zona de carga, e ainda motores reconhecidamente eficientes e com reputação de fiabilidade. A isto junta-lhe a garantia de sete anos da marca, válida tanto para a gama de passageiros como para a de comerciais.

Com 100 cv e um binário generoso, a Proace City mexe-se lesta e silenciosa, o que contribui para o conforto de quem a dirige. Ensaiada na versão de três lugares, não se pode dizer o mesmo para quem ocupa os dois mais à direita. A forma dos bancos e a escassez de ajustes fazem destes assentos soluções temporárias, até porque o objetivo foi dotá-los de alguma modularidade: o central rebate o encosto para servir de mesa e levanta o assento para oferecer um espaço útil para o motorista guardar objetos pessoais, enquanto uma abertura na caixa de carga permite ampliar os 1,82 metros de comprimento disponíveis, para transportar objetos mais longos, aproveitando o espaço por debaixo do banco lateral do passageiro.

Com três níveis de potência – 75, 100 ou 130 cv – o moderno motor 1.5 a gasóleo prima pela suavidade e eficiência. Contudo, sente-se a ausência de uma sexta velocidade na versão intermédia de 100 cv, cuja pouca diferença de preço para a de 75 cv justifica plenamente que seja considerada a melhor aposta. Afinal, conta com mais binário e, no papel, estão praticamente equiparadas em matéria de consumos e emissões.

Impressões

A Proace City garante à Toyota a 7.ª posição em número de novas matrículas na categoria dos comerciais ligeiros e, até ao fina de agosto, o facto de ser a que menos desce entre as sete primeiras, as únicas que já ultrapassaram o milhar de registos desde o início do ano. É um modelo em ascensão e importante para robustecer a gama de comerciais da marca e complementar a oferta da Toyota Professional, composta atualmente por um derivado de turismo, um furgão médio e uma pick-up. Com os dois últimos e a Proace City, a Toyota Portugal ganha também o modelo que lhe faltava para o seu mercado de eleição, as PME, as IPSS e as frotas institucionais, incluindo militares.

Toyota Proace City, o furgão compacto que faltava às empresas

O “pequeno” obstáculo da Proace City em Portugal reside na frente curta e elevada. Se este facto lhe facilita a visibilidade e a capacidade de manobra (além de causar menos danos aos peões em caso de acidente), confere-lhe também a Classe 2 nas portagens, a menos que esteja associado a um dispositivo de cobrança automática de portagem. Nesse caso passa a ser considerada Classe 1.

Toyota Proace City