São já 29% das empresas portuguesas a utilizarem sistemas de telemática nas suas frotas, sendo que 24% utilizam em ligeiros de passageiros (VLP) e 26% utilizam em comerciais ligeiros (VCL).

39% das empresas portuguesas com mais de cem colaboradores já utiliza sistemas de telemática para a gestão das suas frotas, ao passo que nas empresas com mais de 500 colaboradores, a percentagem de utilização de telemática ascende aos 47%.

Estas são algumas das conclusões do Barómetro Automóvel 2020 da Arval, que conclui que um terço das empresas europeias já utilizam sistemas de telemática nas suas viaturas e que a progressão da percentagem de empresas em Portugal que já utiliza sistemas de telemática tem vindo a apresentar uma “tendência crescente” nos últimos três anos, com mais 45% no último ano.

A utilização desta tecnologia entre a média dos países europeus é ligeiramente superior ao que acontece no mercado português, mas a tendência de implementação tem sido semelhante, diz o Barómetro Automóvel da Arval.

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Relativamente aos países europeus também analisados pelo Barómetro, há uma variação entre a implementação entre VCL e VLP. Em Espanha e Itália, no entanto, verifica-se uma exceção – as empresas com sistemas de localização nas frotas de VLP é maior. Já no Reino Unido verifica-se o oposto, com a percentagem de empresas a utilizar telemática em viaturas comerciais a ser muito superior à percentagem de VLP.

Dentro das empresas portuguesas, as razões enumeradas para o uso de sistemas de telemática variam consoante o tipo de viatura utilizada (VLP ou VCL).

Assim, a percentagem de empresas portuguesas que opta pela instalação desta tecnologia nos ligeiros de passageiros “é significativa”, diz a Arval. 26% das empresas olham para a redução de custos, 26% das empresas pensa na forma de evitar o uso não autorizado da viatura e 27% das empresas procura, com estes sistemas, melhorar o comportamento dos condutores.

Quanto aos VCL, o uso prende-se sobretudo com a capacidade de reduzir os custos da frota (36%) e de evitar a utilização não autorizada (23%).

Comparativamente aos países europeus em análise, a utilização desta tecnologia em VLP tem como principal argumento a melhoria da eficiência operacional (24%), segurança dos condutores (20%) e redução do impacto ambiental (18%).

O Barómetro Automóvel 2020 do Arval Mobility Observatory é um estudo feito a mais de cinco mil empresas de 20 países, 300 das quais sediadas em Portugal, e visa fornecer informações sobre as práticas e tendências na mobilidade e gestão de frotas nas empresas na ótica dos seus gestores.