Reparação transparente

Recondicionamento e entrega das viaturas em fim de contrato. É na resposta a esta necessidade que o Centro de Colisão MotorK intervém.

Começou vocacionado para o recondicionamento das devoluções das companhias rent-a-car às marcas. Agora, em simultâneo, o Centro de Colisão MotorK tem vindo a fazer também colisão multimarca e até a recuperação de automóveis clássicos.

Luís Filipe Santos, gerente do Centro de Colisão MotorK, coordena uma equipa de 12 pessoas e orienta assim o recondicionamento de cerca de 140 viatuas/mês, embora reconheça estar abaixo desse valor desde o início da pandemia.

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Luís Filipe Santos

“Trabalhamos para marcas, nas viaturas de serviço, viaturas de parque de imprensa e buy-backs. Trabalhamos também para empresas na reparação de sinistros e recondicionamentos em fim de vida das suas viaturas em renting e aluguer”, refere.

“Chapa e pintura é o nosso core-business e recuperar o original é um dos nossos lemas”. A frase é de Luís Filipe Santos, que diz que 90% do volume de trabalho do Centro de Colisão MotorK provém diretamente das empresas que utilizam os automóveis, com quem procura manter uma relação de transparência e diálogo.

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Não trabalham diretamente com locadoras?

Não. Trabalhamos para as empresas. No final de vida das viaturas, quando vão devolver o veículo ou quando têm o seu parque próprio e podem escolher o local onde reparar o carro, escolhem-nos a nós.

Olhando para o cliente-empresa, que tipo de sinistros é mais usual?

É o pequeno toque. Há alguns problemas mecânicos, também. Temos mecatrónica e um mecânico especializado que dá o suporte mecânico que a colisão exige, mas o nosso core-business é mesmo chapa e pintura.

Em média, quanto pode uma empresa poupar ao contratualizar o recondicionamento final de uma viatura diretamente à oficina, em vez de a devolver com danos a uma gestora?

Depende sempre do tipo de dano que o carro tem, mas entre 20% a 30%. Temos uma filosofia que assenta num princípio que é: recuperamos tudo o que puder ser recuperado. Caso seja necessário substituir, substituir sempre por original, de preferência. Recuperar o original é um dos nossos lemas e o nosso forte.

Atuamos em todo o tipo de trabalho de recuperação, desde o chamado smart repair (pequenos toques) no vidro, aos estofos, à pintura pontual, à eliminação de mossas sem necessidade de pintura… temos todo esse leque de oferta e damos importância a todos os tipos de reparações.

Falou em estofos. Trabalham estufagem, portanto…

Trabalhamos estufagem. É um serviço subcontratado.

E relativamente ao vidro…

Através da nossa parceria com a Glassdrive, fazemos a intervenção no vidro desde a pequena reparação localizada à substituição, que ocorre apenas em caso de necessidade extrema, dado tratar-se de uma peça estrutural da viatura. Quanto menos se mexer, melhor. Mas, no caso de termos de substituir, utilizamos os melhores fornecedores do mercado. Não podemos facilitar. O sucesso de uma casa, para oferecer um bom serviço, é rodear-se de bons profissionais e de bons fornecedores. A nível de peças de substituição, procuramos sempre equipamento original.

Já considerando toda a viatura, procuramos sempre recuperar o que estava original na viatura. Quanto menos soldaduras e quanto menos alterações se fizer ao que está original, melhor.

Uma vez que a chapa faz parte do vosso core-business, quanto é que pode custar a uma empresa, em média, a recuperação de um painel de chapa?

Depende do tipo de dano. Se tem um dano grande de chapa ou se é só pintura. Depende da cor, também. Hoje em dia temos de olhar para as recuperações de outra forma. Há pinturas que são chamadas de pinturas diretas e depois há pinturas em tri-camada, por exemplo. O número de componentes de uma cor aumentou exponencialmente nos últimos anos.

Diria que, em média, uma recuperação de um painel situa-se entre os 70 e os 130 euros, dependendo do painel.

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Qual o tempo médio de uma reparação para uma empresa?

Garantimos a recuperação de uma viatura com danos normais, quatro anos de uso e sem grandes pancadas em dois, três dias, no máximo.

No entanto, há outro tipo de intervenções mais pequenas que conseguimos recuperar no próprio dia. Uma esfoladela no pára-choques – algo que acontece frequentemente nas garagens das empresas – é recuperável no mesmo dia.

Temos inclusive alguns clientes, nomeadamente quadros decisores das empresas, que nos deixam o carro durante a hora de almoço e, sabendo de antemão o tipo de reparação, conseguimos garantir o serviço durante a sua hora de almoço.

Utilizamos tecnologias que permitem acelerar a reparação, inclusive com componentes UV de secagem ultrarrápida. Embora se tratem de processos de reparação mais caros, evitamos muitas vezes a necessidade de uma viatura de substituição e minimizamos assim os custos.

Qual tem sido o feedback das empresas?

Procuramos manter uma relação de proximidade e de transparência com os clientes. Temos, aliás, uma particularidade: alguns dos nossos clientes-empresa vêm regularmente à oficina acompanhar o processo de reparação – dão o seu parecer e são envolvidos na decisão a tomar acerca da reparação ou não da viatura, bem como a forma como todo o processo será realizado. Temos esta abertura com o cliente, que fica a par do porquê de algumas decisões tomadas. Somos também, no fundo, consultores técnicos de reparação automóvel, e queremos tornar a ida à oficina, que já de si não é um facto economicamente agradável, em algo normal e agradável. Essa é a nossa filosofia de trabalho.

O acompanhamento do processo de reparação é diário, portanto?

A toda a hora, várias vezes por dia, se necessário. O diálogo do Centro de Colisão MotorK com o cliente é constante e tentamos adaptar o tempo de reparação à urgência. Além disso, se for necessário, tentamos sempre arranjar uma alternativa de mobilidade para o cliente.