A Citroen tem a marca da irreverência e muitos consideram-na o expoente do conforto dos automóveis franceses.

A renovar produto e a explorar novos mercados com o Ami, nos próximos tempos a marca francesa promete surpreender com soluções flexíveis, atraentes e que vão ao encontro das tendências atuais, sem deixar de lado as formas tradicionais de aquisição do automóvel.

Conta para isso com o apoio de Free2Move, com o qual está a desenhar ofertas com serviços que têm como principal objetivo ajudar a Citrën a crescer no canal empresas.

Isso mesmo garantiu Nuno Morgado Marques, que é, desde novembro de 2019, diretor da marca Citroën para Portugal e Espanha.

citroënNa entrevista que deu à Fleet Magazine de novembro de 2020, o antigo diretor de marketing da Peugeot em Espanha e em Portugal, falou sobre o novo posicionamento que a marca está a criar no nosso país, alicerçada numa estratégia una mas diferenciada para cada um dos novos produtos, nomeadamente para o novo C4.

Onde, naturalmente, o mercado B2B assume grande importância para a intenção de aumentar a quota da marca em Portugal, sobretudo no segmento dos veículos de passageiros.

Este é o resumo dessa entrevista, que também pode ser lida, na íntegra, na edição online de novembro de 2020 da Fleet Magazine.

FM – O grupo PSA tem uma quota significativa das vendas corporate em Portugal. No caso da Citroën, analisando apenas os VLP, que argumentos apresentam para se imporem nas empresas com frotas maiores ou para convencer pequenos empresários?

NM – Talvez a marca Citroën tenha sido um pouco vítima do seu próprio sucesso. Ou seja,  vivemos uma estratégia que foi bem-sucedida para o cliente particular.

E a prova disso foi que a nossa quota de mercado, a nossa performance no canal particular, é extremamente forte. Porquê? Porque o marketing e posicionamento foram muito orientados para esse cliente. Por isso digo que fomos vítimas do nosso próprio sucesso.

O que nos ficou a faltar e que está a ser corrigido neste momento é precisamente a parte do B2B.

Há um aspeto que considero importante salientar: fazemos parte de um grupo, PSA, com capacidade tecnológica, e com uma abordagem comercial que deve a força à sua rede de concessionários, para chegar ao mercado B2B.

Não há razão nenhuma para que a Citroën não seja capaz de tocar o cliente B2B.

O que é que nos estava a faltar? Exatamente orientação, porque até hoje estava muito mais numa lógica do cliente particular.

Como vamos chegar ao cliente B2B? Primeiro, com uma gama de produtos muito mais orientada para o que hoje é a procura deste mercado.

Se no segmento B a marca Citroën tem o C3, com todas as suas personalizações orientadas para o cliente particular, também tem versões mais pragmáticas, orientadas para o B2B. E não nos podemos esquecer do novo C4, com o qual vamos chegar ao segmento que é talvez o mais importante para o mercado das empresas em Portugal.

E isso vai dar-nos uma arma que já não tínhamos há algum tempo para esse canal.

ENSAIO: Citroën C5 Aircross 1.5 BlueHDi 130 S&S CVM6 Feel

Como posiciona o C5 Aircross SUV numa empresa?

Em primeiro lugar distinguiria as versões térmicas da versão híbrida.

O C5 Aircross, está dentro daquilo que é hoje uma moda, todos sabemos. O segmento C SUV é aquele que mais cresce, logo, onde hoje todos centram a sua energia.

Qual é a vantagem deste carro? Bem, estamos a falar do SUV generalista mais confortável do mercado.

Portanto, para alguém que procura um carro confortável, este é “o” carro! Seja pelos bancos, seja pela suspensão, seja pelo equipamento que gira em torno do eixo do conforto.

Segundo ponto: é o carro com melhor ergonomia e com as soluções mais práticas do mercado.

Hoje no mercado, não há nenhum carro, na classe dos SUV do segmento C, que tenha três bancos independentes atrás e que deslizam longitudinalmente, e com esta bagageira, para dar um exemplo.

São aspetos que se coadunam muito bem e que só a Citroën consegue oferecer.

A versão híbrida vai buscar tudo o que há de bom na parte térmica, mas com um TCO muito mais interessante e que pode aproximar mais as empresas.

Com a isenção do IVA e uma taxa reduzida de tributação autónoma, as nossas análises demonstram que é possível poupar mais de 100 euros por mês (ver nesta página estudo comparativo dos custos de utilização), tendo um híbrido com 225cv, com o qual posso fazer 55 km em modo elétrico, no conforto do silêncio…

citroen tco C5 Aircross

Prossiga para a segunda parte da entrevista a Nuno Morgado, onde se revela a competitividade do novo Citroën C4, nomeadamente da versão 100% elétrica, e, na terceira e última parte é contado o inesperado papel que o Ami pode assumir no atual contexto económico e sanitário.

TCO Citroën C4: quanto custa e rendas Free2Move

Citroën Ami: “há uma janela de oportunidade para o B2B”