A aquisição de veículos em renting caiu 27,5% em 2020.

Com um total de 27.115 veículos adquiridos em renting (22.451 ligeiros de passageiros e 4.664 comerciais ligeiros), este recuo revela uma quebra na trajetória de crescimento que se vinha a observar nos últimos anos.

São dados da Associação Portuguesa de Leasing, Factoring e Renting (ALF), que conclui que a desaceleração no renting corresponde a uma diminuição de 26,8% no valor de produção anual, para 557,3 milhões de euros – em 2019 este número era de 761 milhões de euros.

Já a frota total gerida pelas empresas de renting contraiu 2,4% em número de viaturas (total de 118.805 viaturas), no valor de 1,91 mil milhões de euros – um recuo de 1,1% face a 2019.

Estes números resultam do prolongamento dos contratos que terminavam em 2020.

Quanto ao leasing, registou-se uma queda de 22,3% no total da produção, quando comparado com 2019.

Em 2020 foram investidos 1,04 mil milhões de euros na contratualização de viaturas em leasing, o que corresponde a 33.411 contratos.

Foram aplicados 795 milhões de euros em viaturas ligeiras (553 milhões contratualizados por empresas, tendo os restantes 241 milhões sido aplicado por particulares).

Completam este valor os 249 milhões de euros contratualizados em viaturas pesadas e os remanescentes 566 milhões de euros investidos em equipamentos.

Leasing ou Renting? O que os distingue

Alexandre Santos, presidente da ALF, refere que embora tenha havido quebras, o financiamento especializado mantém o seu peso na economia portuguesa e no tecido empresarial.

“Iniciamos 2021 com a esperança de que a existência de planos sanitários e de recuperação económica possam contribuir para alguma recuperação”, diz o responsável da ALF.

Segundo Alexandre Santos, os sectores representados pela ALF são responsáveis por injetar confiança no mercado e contribuir enquanto agentes de transformação positiva.

“Sem uma recuperação do mercado não se alcançarão objetivos como a renovação do parque automóvel com vista à redução de emissões de CO2, para o qual o renting e o leasing muito têm contribuído com um crescente número de matrículas de elétricos ou propulsionados por energias alternativas”, acrescenta.