Interação familiar

A Ford está a fazer um reposicionamento total dos seus modelos, para se centrar nos segmentos mais lucrativos. O dos SUV é naturalmente um deles e o Kuga assume-se como uma das apostas mais importantes para a Europa.

Numa restruturação da gama onde se prevê que apenas duas ou três carroçarias não sejam SUV ou pick-up, o Kuga vai continuar a ter a responsabilidade de representar a marca no segmento mais popular ao nível europeu.

A geração atual ganhou recentemente uma imagem exterior mais dinâmica, possui novos motores, incluindo versões eletrificadas, mais equipamento e soluções que pretendem reforçar o lado prático da sua função.

Independentemente do rejuvenescimento estilístico e técnico, o Kuga manteve a habitabilidade, com um banco traseiro deslizante para facilitar a decisão de dar mais conforto aos ocupantes destes lugares ou variar a capacidade da bagageira entre os 411 e os 475 litros.

Assente sob a plataforma modular da Ford, mais leve e com capacidade para receber a bateria e o motor elétrico auxiliar de uma versão plug-in, a gama inclui também este Kuga MHEV, que deve a sigla à solução mild-hybrid de 48 Volts, instalada para baixar o consumo e as emissões do motor a gasóleo de 2,0 litros.

Ford quer ser 100% elétrica em 2030

Esta versão, com 150 cv e caixa manual de seis velocidades, é proposta pela marca para o 2.º escalão da Tributação Autónoma, mas, com o motor 1.5 diesel de 120 cv e, sobretudo, com a mecânica PHEV de 225 cv, são possíveis outros negócios.

Como é habitua nos SUV da sua classe, para obstáculos mais complicados, o Kuga conta apenas com alguma altura em relação ao solo e, se equipado, com a ajuda de um comando eletrónico que serve para melhorar a tração (dianteira) em pisos mais escorregadios.

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Impressões

Orientado para a cidade, é neste ambiente que revela um modelo de condução acessível e intuitivo, com boa visibilidade para o exterior.

A direção e a suspensão parecem estar menos à vontade em estrada, apesar do motor entregar a voluntariedade necessária e revelar uma integração perfeita do sistema eletrificado, já não se nota a sua interferência nos momentos de maior esforço.

Nota positiva para o equipamento, nomeadamente as tão apreciadas ajudas à condução disponibilizadas de série ou em opção.

Todavia, o ponto alto desta versão é a eficiência: no final do ensaio o computador de bordo assinalava uma média de consumo de apenas 5,7 litros.

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