A mais recente tabela da ACAP referente ao primeiro semestre de 2022 mostra que, em relação ao mesmo período de 2021, matricularam-se menos 9.575 viaturas ligeiras em Portugal, entre versões de passageiros e de mercadorias.

Contudo, este valor contrasta ainda mais quando comparado com o resultado no final do primeiro semestre de 2019, ano que antecedeu a pandemia por Covid-19: menos 60.431 registos de automóveis ligeiros.

 
JANEIRO A JUNHO (unidades)
2022
2021
2020
2019
2018
Viaturas Ligeiras de Passageiros
75.449
81.445
64.848
128.595
134.561
Viaturas Ligeiras de Mercadorias
11.730
15.309
11.622
19.015
19.305
Total de Matrículas de Veículos Ligeiros
87.179
96.754
76.470
147.610
153.866

A tabela acima mostra também que a diferença é ainda maior quando comparado com 2018, uma vez que, no final do primeiro semestre de 2019, a venda de carros novos em Portugal revelava já uma queda de 4,1% face ao resultado do ano anterior.

Junho 2019: comércio de carros novos dá novo trambolhão

Percentualmente, esta é a variação semestral de matrículas de carros novos, comparando 2022 com os anos de 2019 e 2018:

 
Janeiro - Junho (variação)
2022/2021
2022/2019
2022/2018
Viaturas Ligeiras de Passageiros
-7,36%
-41,33%


-43,93%

Viaturas Ligeiras de Mercadorias
-23,38%
-38,31%

-39,24%


Variação Total Veículos Ligeiros
-9,90%
-40,94%
-43,34%

Em números redondos, isto significa que, em 2022, deixaram de se matricular, em média, mais de dez mil carros por mês face a 2019!

A significativa contração do mercado europeu (todos os grandes mercados da União Europeia estão a descer; a titulo de exemplo, Espanha matriculou menos 10,8% de automóveis de passageiros no primeiro semestre, em comparação com o mesmo período de 2021) está a fomentar a subida de marcas com menos tradição nos lugares cimeiros da tabela de vendas e a incrementar a vendas de carros elétricos.

(Fonte: ACAP)

(a seguir): Dacia foi a terceira marca com mais matrículas em Junho de 2022