Viagem híbrida

É o irmão mais novo do Outlander PHEV, o percursor das soluções híbridas plug-in no mercado automóvel. E se a herança deixada pelo irmão mais velho pesa, já o desempenho deste Eclipse Cross na estrada é leve e (quase) livre de emissões.

O Mitsubishi Eclipse Cross PHEV é um SUV híbrido plug-in de tração integral.

Só as palavras “SUV” e “híbrido plug-in” são autênticos atrativos para as empresas, que beneficiam de vantagens fiscais na aquisição deste tipo de soluções eletrificadas.

Além disso, e por se tratar de um SUV – um carro de aspeto jovem, dinâmico e robusto com uma condução urbana prática e um bom comportamento fora das cidades – chega facilmente ao topo da lista de compras dos gestores, inclusive à frente das tradicionais carrinhas, por exemplo.

A mecânica híbrida plug-in do Eclipse Cross PHEV assegura vantagens fiscais para empresas, nomeadamente a dedução do IVA do custo de aquisição do SUV da Mitsubishi e uma taxa reduzida de Tributação Autónoma que, no caso do segundo escalão, representa uma redução de 27,5% para 10% deste imposto extraordinário.

Três motores e transições impercetíveis

Este conjunto motriz eletrificado é composto por um motor a gasolina e dois motores elétricos (um por eixo).

O bloco a gasolina de 2.4 litros, a funcionar em ciclo Atkinson, debita 98 cv e tem um binário de 211 Nm. Parecerá pouco, dirão. No entanto, este motor funciona em conjunto com dois motores elétricos (um dianteiro com 82 cv e um traseiro com 95 cv), responsáveis essencialmente pela propulsão deste híbrido plug-in, que conta apenas com o bloco térmico a assegurar a deslocação quando o pedal direito é pressionado com mais vigor.

É esta gestão que é digna de nota e na qual a Mitsubishi acertou em cheio. A transição entre modo elétrico e modo térmico é impercetível e garante uma condução fácil e, em pelo menos 50% do tempo, elétrica.

O Eclipse Cross PHEV pode ser conduzido em modo EV, que em velocidades até 135 km/h roda em modo 100% elétrico (de notar que não é este o seu modo ótimo de condução). Onde este SUV se destaca é na condução híbrida.

No modo híbrido em série, que funciona até 135 km/h, os motores elétricos dianteiro e traseiro atuam em conjunto com o motor de combustão ao mesmo tempo que geram energia para carregar a bateria durante a viagem.

O resultado é uma condução híbrida descomplicada e com baixas emissões.

De referir ainda que o Eclipse Cross PHEV é Classe 1 nas portagens, quando associado a dispositivo eletrónico de cobrança de portagem.

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Impressões

A condução híbrida tem um preço.

Embora ligeiramente reforçado estruturalmente e ao nível da suspensão, o Eclipse Cross PHEV acusa o peso proveniente do conjunto híbrido e a necessidade de maior espaço na bagageira, que conta com uns pouco expressivos 328 litros de volumetria.

Há ainda uma pequena caixa de carga com 12 litros de capacidade sob o piso.

Ligado à tomada, para carregar a bateria de 13,8 kWh de capacidade (responsável por 55 km de autonomia elétrica), o Eclipse Cross PHEV precisa de apenas 25 minutos num posto de carregamento rápido (DC).

Eclipse Cross PHEV