A partir de uma app para smartphone, a ChargeSurfing permite executar todas as operações de carregamento, incluindo o pagamento do serviço, sem necessidade de adesão a qualquer cartão para o efeito.

Os “hosts” (proprietários do espaço onde é instalado o ponto de carga), além da renda proveniente da utilização do serviço, têm acesso a um painel a partir do qual podem alterar valores consoante a frequência de utilização e até distinguir a oferta do serviço entre os seus clientes.

Uma solução indicada para áreas hoteleiras ou da restauração, mas que pode também ser utilizada em condomínios privados e empresariais, incluindo concessões automóveis e áreas oficinais.

ChargeSurfing

Simplificar o carregamento

“A situação atual das redes de carregamento é demasiado complexa e confusa para o utilizador, tanto a nível de operação como de valores”, diz Sérgio Almeida, Board Executive da ChargeSurfing.

O objetivo foi a simplificação. Uma vez que o utilizador não sabe qual o valor que lhe irá ser cobrado, a ChargeSurfing permite a visualização dos valores por minuto e, após utilização, a consulta de uma factura.

Ao utilizar a app ChargeSurfing, o utilizador pode executar toda a operação, bem como os pagamentos. “A única situação física é ligar o cabo ao ponto de carga e desligá-lo – tudo o resto é através do telemóvel ou outro dispositivo com Android e iOS“, diz o responsável.

A adesão a cartões é dispensada e após instalação da app, o utilizador está pronto a usufruir do serviço ChargeSurfing.

Os “hosts”

A outra grande diferença do serviço ChargeSurfing é a existência de “Hosts” – proprietários do espaço onde é instalado o ponto de carga; fazem parte da ChargeSurfing, ou seja, têm acesso a um painel de administração em que podem modificar:

  • Valores
  • Tempos máximos de serviço, para um veículo não ficar mais de 2h num ponto, por exemplo
  • Valor extra por utilização indevida, veículo já carregado e a ocupar o ponto de carga
  • Ponto de carga disponível- indisponível
  • Ponto de carga visualizável-ou não, no mapa
  • Potência do ponto de carga
  • Acesso a sessão grátis, para veículos do próprio

Não é apenas um espaço em que recebe uma renda e não tem acesso à operação e nem pode controlar. Segundo Sérgio Almeida, o Host pode alterar valores consoante a frequência de utilização. Considere-se um hotel, que tem época baixa e época alta: pode por exemplo “oferecer o serviço aos seus clientes e os outros clientes pagarem a tarifa normal. Nós podemos emitir facturas por qualquer empresa, temos a certificação necessária das finanças, o que significa que há imensas possibilidades”, conclui o responsável.

ChargeSurfing

A ChargeSurfing pode ser adaptada a diversas soluções:

  • Condomínios privados e empresariais
  • Frotas
  • Criação de App personalizada para grandes corporações que queiram ter a sua rede de carregamento
  • Colaboração com Operadores de Pontos de Carregamento para pontos de carga privados
  • Colaboração com Comercializadores de Electricidade
  • Colaboração com fabricantes de equipamentos de carga

De acordo com Sérgio Almeida, é possível distinguir utilizadores profissionais de particulares mediante o tipo de utilizador na app, o mapa de carregamento do veículo (dada a diferença de potência de carga de muitos dos veículos utilizados) e pela futura norma ISO15118, que vai alterar o modo de autenticação.

Instalação e Faturação

É avaliada a potência disponível e, cumpridas todas as normas de segurança, as instalações são feitas por vários parceiros da ChargeSurfing, consoante a localização geográfica e respeitando o Guia Técnico das Instalações Elétricas para Alimentação de Veículos Elétricos da DGEG (Direção-Geral de Energia e Geologia).

Atendendo à zona e às condições do local, a instalação é feita no prazo de uma semana e tem a duração de meio dia para um só ponto de carga até 22 kW – AC. Outro tipo de instalação terá sempre de ser avaliado localmente, refere o responsável da ChargeSurfing.

Qualquer local que seja acessível por um veículo e no qual haja potência disponível pode receber um ponto ChargeSurfing – os mais comuns, segundo a empresa, são o parque de estacionamento de empresas ou a habitação dos seus colaboradores.

Instalado o ponto de carregamento (na habitação do colaborador da empresa ou parque de estacionamento da empresa), o serviço é contabilizado como um valor fixo mensal de utilização. Os custos de energia são os contabilizados pela empresa que fornece energia ao colaborador, não existindo valores acrescidos.

Sérgio Almeida refere um caso de uma empresa que quer colocar carregadores rápidos DC (os Pontos de Carregamento Rápido – PCR). “Como o custo é bastante mais significativo que dos carregadores simples em AC, faz ainda mais sentido rentabilizá-los para veículos exteriores à empresa”, diz.

Assim, os veículos da empresa carregam de forma gratuita (tem o custo da energia, que a empresa já paga ao seu fornecedor) e aos restantes é cobrado um serviço de acesso à plataforma, em que a empresa partilha da faturação.

Segundo a ChargeSurfing, empresas de venda ao público ou outros serviços que possuam um ponto de carga normal AC “vão atrair ainda mais clientes e conseguem recuperar o investimento do equipamento e instalação entre seis meses a um ano, dependendo da utilização”.

E como se processa o pagamento da energia consumida?

A ChargeSurfing não vende energia. Na solução de parceria com uma empresa comercializadora de energia, a ChargeSurfing pode faturar energia por essa empresa.

Parcerias

Atualmente, a ChargeSurfing detém uma parceria com o grupo internacional EBI que realiza serviços para oficinas.

“As soluções para frotas estão a despertar muito interesse nas marcas automóveis”, diz Sérgio Almeida, que acredita que a poupança das marcas ao fornecerem veículos elétricos aos seus colaboradores “é muito significativa; falamos de uma redução de 50 a 70%, dependendo da tarifa normal ou económica”, conclui.

Atualmente, é o parceiro host que escolhe a marca de pontos de carregamento e fornecimento de energia. “Por vezes já possui os carregadores e pretende adicioná-los à ChargeSurfing”, diz Sérgio Almeida. Qualquer carregador com protocolo de comunicação OCPP pode ser adicionado à rede ChargeSurfing.