A actual geração do Classe C foi lançada em 2014.

Mas no final de 2018 recebeu um conjunto de alterações estéticas de aproximação à imagem do Classe S, e, menos visível ao olhar, uma profunda revolução tecnológica com reflexos sobre o desempenho e sobre a condução.

Muitos patamares acima do modelo anterior, a evolução clara nesta “segunda vida” do Classe C é perceptível até mesmo quando ensaiado com aquela que é a mais básica das mecânicas a gasóleo.

Equipada com um “pequeno” mas extraordinário “grande” motor “bi-turbo” de apenas 1,6 litros com 160 cv, este novo bloco tem desenvoltura suficiente para a maioria das utilizações, com uma frugalidade de consumos capaz de convencer os mais cépticos.

No entanto, o que há de tão revolucionário no reformulado Classe C para que possamos quase  considerá-lo um novo modelo?

Em primeiro lugar, passou a poder contar com um conjunto mais alargado de sistemas de segurança e de ajudas à condução.

Em segundo, apesar de ainda não tão actual quanto a tecnologia mais recente da marca, conta com uma evolução do sistema de conectividade e de informação, obtido a partir de um grande ecrã digital que subjuga a parte central do painel de bordo.

Desempenho

Como geralmente acontece nos Mercedes-Benz de cariz mais familiar ou empresarial, o Classe C 200d exibe uma sensação de equilíbrio e de segurança durante a condução.

Apoiado por uma caixa de nove velocidades (outra novidade), com modos de condução adaptativos (do mais ecológico ao desportivo, tal como acontece com as informações que podem ser projectadas no painel de instrumentos digital situado atrás do volante), conjuga uma postura serena e bastante silenciosa em estrada, mantendo-se ágil a curvar e fácil de manobrar.

Extraordinário em boas estradas, revela-se relativamente confortável no que toca a absorver as irregularidades do piso. E o “relativamente confortável” deve-se em grande medida aos pneus que acompanham a versão, fundamentais para o desempenho e para o estilo imperial que se espera da imagem de um Mercedes-Benz, porém menos favoráveis para a capacidade de amortecimento da suspensão.

Impressões

Solidez e consistência dinâmica são as características que melhor definem esta “fase 2” do Classe C.

Uma aposta segura para escalões de prestígio e, nesta versão em particular, particularmente acessível no que oferece e propõe em termos de equipamento.

Apesar de se tratar de uma opção que encerra muito de tradicional, o lado racional da decisão vai certamente encontrar justificação no facto de o construtor ter encontrado o equilíbrio perfeito entre um comportamento que faz esquecer a tracção traseira e o conforto, com uma dose certa de qualidade e prestígio que acrescentam valor ao produto.

O utilizador dificilmente poderá encontrar qualquer inspiração desportiva, mas proporcionar esse tipo de dinâmica não é certamente a pretensão principal da versão.

Realmente, e isso fará com certeza relaxar qualquer gestor de frota, é a confiança de poder contar com consumos bastante reduzidos (logo, também uma vantagem para a contabilidade do CO2) e ainda, em benefício dos custos de utilização, com muitos sistemas de alerta e prevenção para acautelar despesas maiores.

Ficha de Produto: Preço, rendas, consumo e motor

  • Preço:

49.266 Euros*

  • Rendas:

904,84 €/mês (36m)*

815,79 €/mês (48m)*

 

 

  • Consumo médio e emissões:

4,8 l / 100Km /

134 gCO2/km*

  • Dados do Motor:

4 / 1.598 cc (diesel)

160 / 3.800 cv/rpm

360 / 1.600 ~2.600 Nm/rpm

(*) Valores LEASEPLAN. Quilometragem anual contratada: 30.000 – Serviços incluídos: aluguer/iuc/ seguro (franquia 4%)/manutenção/ gestão de frota/ pneus ilimitados/ veículo de substituição – quilometragem técnica máxima: 200.000 kms