Prática, confortável e espaçosa

Se há carrinha capaz de integrar o espírito de um verdadeiro automóvel familiar é a Octavia Break: ampla, cómoda, bem construída e com preço acessível.

A Škoda é a segunda marca do grupo Volkswagen em número de unidades, fazendo sensivelmente metade das vendas anuais da marca que dá nome ao construtor. Como é tradição desde 1996, esta quarta geração do Octavia, modelo pilar do sucesso e da expansão do nome no Ocidente, partilha plataforma, mecânica e equipamento com o Volkswagen Golf e com o SEAT Leon.

Outra regra que se manteve foi a de entregar ao Octavia a liderança deste grupo em termos de dimensões exteriores e de habitabilidade. Algo que fica bem patente nas dimensões da bagageira, que cresceu para os 640 litros e continua a ser uma das maiores do segmento.

octavia break

Agradável de conduzir, confortável, bem construído e bem insonorizado, o Octavia Break atual conseguiu ganhar um pouco mais de espaço interior, principalmente para os lugares traseiros. Mas, se a versatilidade interior faz com que continue apreciado por famílias e por amantes da aventura, a sua imagem está bastante mais robustecida e não apenas por causa desta característica. A perceção de qualidade está praticamente alinhada com a do modelo charneira, o Golf, podendo contar com tudo o que o grupo oferece em termos de tecnologia e sistemas de condução, dos painéis digitais personalizáveis aos sistemas de entretenimento e conectividade.

https://fleetmagazine.pt/2020/10/23/skoda-octavia-portugal-2020/

Impressões

Parte do sucesso de vendas do Octavia reside na procura das empresa, potenciado pelo aumento da impressão de qualidade e de valor da Škoda, o que contribuiu para a melhoria dos residuais dos modelos da marca checa.

Testado numa versão a gasóleo mais conservadora (mas, pelo mesmo preço, o Octavia está também disponível com a mecânica híbrida plug-in do grupo), as relações longas da quinta e sexta velocidade denunciam o desempenho estradista do modelo e uma vontade férrea de controlar os consumos em autoestrada. O que faz com que praticamente só seja necessário recorrer a elas fora da cidade ou em trajetos de estrada onde seja possível imprimir andamento mais elevado.

Centenas de quilómetros de uma condução bem doseada e sem excessos desnecessários revelaram médias de consumo realmente moderadas, que foram oscilando entre os 4,0 e os 4,5 litros.