JAGUAR CENTRAL

Com uma reformulação da sua gama de produtos que tem vindo a ser feita nos últimos tempos, a Jaguar começa a entrar no mercado empresarial com argumentos diferentes dos que tinha até aqui. E, por diferentes, entenda-se mais próximos daquilo que o consumidor de hoje procura: menores emissões e consumos e motores mais leves.

Mas quem opta por este que é, nas palavras de Javier Agote, o núcleo do segmento corporate, procura também requinte na construção e prestígio. A Jaguar está a tentar oferecer tudo isto. Com descontos específicos para as empresas e uma atenção detalhada para estes clientes, a marca procura colocar-se ao lado das marcas alemãs, que dominam o segmento. Para isso, conta também com os valores residuais mais altos que a sua concorrência, como o caso do XF 2.2 D, onde o responsável de vendas a frotas garante existir mais 5,6% do que a média do segmento “Executive Diesel”.

Para já, o leasing tem sido o formato de aquisição preferido para a compra dos modelos da marca. Juntamente com o renting, são já 28 por cento das suas vendas. Mas a situação pode melhorar. Conforme explica nesta entrevista, as atuais condições económicas fazem com que as vendas em aluguer operacional não tenham vindo a ser tão afetadas.

A Jaguar tem sido uma marca com um posicionamento muito elevado, mas agora está com modelos que parecem competir com os segmentos tradicionalmente associados às frotas. Que argumentos têm para a colocação dos vossos modelos nas frotas?

Os argumentos são vários. Um deles está já na pergunta, como os novos motores, concretamente o 2.2 D, que incorpora o nosso Jaguar XF que nos permite uma entrada competitiva no segmento de empresas. Outras razões são um nível de desconto específico para empresas, um TCO ajustado e valores residuais altos acima da concorrência. Além destes, é preciso contar ainda com uma atenção muito orientada ao cliente empresarial. A situação de mercado também ajuda: a crise afeta menos o segmento premium. A penetração no segmento de vendas corporativas está a aumentar e o renting não tem vindo a ser tão afetado.

Que indicações tem dos valores residuais da Jaguar em Portugal. E sobre as vendas de renting?

A informação mais objetiva, da Eurotax Glass Portugal, que é habitual para os valores residuais em Portugal, situa o Jaguar XF como o modelo de mais volume da Jaguar em Portugal, com um valor residual superior a toda a concorrência premium. Concretamente, no caso do XF 2.2 D, mais de 5,6% sobre a média do segmento “Executive Diesel”.

 
Tem informação de quantas unidades tem nas empresas portuguesas?

É uma informação que não estamos em condições de detalhar neste momento, porque muitas destas operações comerciais realizam-se através de renting.

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É difícil competir com as marcas alemãs, com uma forte tradição no mercado?

É certo que é difícil ir contra uma tendência de mercado, mas a Jaguar, graças ao alto índice de satisfação dos seus clientes, às suas novas motorizações com menores consumos e menos emissões é uma clara alternativa às marcas alemãs dentro do segmento de empresas.

Os motores dos modelos Jaguar não serão muito volumosos para o segmento de frotas?

Não. Foi precisamente a incorporação da nossa gama do novo motor diesel de quatro cilindros que nos permitiu entrar no núcleo deste segmento, onde não podíamos competir quando só tínhamos o nosso motor V6. Por isso, nos últimos meses as vendas do nosso modelo XF cresceram de forma considerável, já que a nossa oferta é maior, muito mais competitiva e eficiente.

 
Comparativamente com Espanha, como está o mercado português de frotas?

A nível macroeconómico, a situação de Portugal é semelhante à de Espanha, com uma previsão de crescimento negativo do PIB para este ano e o próximo. Ambos os mercados estão condicionados pela sua política impositiva. A forma de aquisição através do leasing e do renting tem muita importância, ainda que o segmento premium não seja tão afetado pela crise.

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A Jaguar tem algum produto de pós-venda específico para clientes empresariais?

Há acordos de serviço pontuais, desenvolvidos pela rede oficial de concessionários. 

Há condições especiais de aquisição para os clientes empresariais?

Sim, tanto na Jaguar como na Land Rover, temos uma política de vendas corporativa para o segmento de empresas, seja através de renting ou compra direta.

Entre o renting, o leasing e a aquisição direta ou a crédito, quais são os meios preferidos dos clientes para comprarem Jaguar?

Entre leasing e renting, a percentagem de vendas é de 28 por cento. Em concreto, o leasing é o canal favorito para a venda da Jaguar.