Em fevereiro as exportações de componentes automóveis voltaram a cair.

Relativamente ao mesmo mês de 2020, as exportações nacionais de componentes caíram 5,2%, o que faz com que este seja o segundo mês consecutivo em que se registam quedas nas exportações.

Nos primeiros dois meses do ano, as exportações de componentes caíram 7,6% relativamente a 2020

Segundo a AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel, entre os fatores que influenciaram o comportamento das exportações, destaque para a escassez dos semicondutores, que está a atrasar, e em alguns casos até mesmo parar, as linhas de montagem de algumas fábricas europeias.

Também o Brexit teve um impacto negativo nas exportações de componentes, uma vez que as vendas ao exterior caíram quase 50%.

Recorde-se que já no ano passado a AFIA e outras associações europeias apelaram à criação de um Acordo de Comércio Livre entre a UE e o Reino Unido no pós-Brexit.

Por último, não é de ignorar as medidas de confinamento impostas pelos governos europeus, que a juntar ao encerramento dos stands de vendas de automóveis, levaram também a estes resultados menos positivos.

Relativamente aos dois primeiros meses do ano, estes são os principais países compradores de componentes automóveis – que totalizam 68% das exportações:

  • Espanha: 518 milhões de euros (-5,2%)
  • Alemanha: 328 milhões de euros (-4,5%)
  • França: 211 milhões de euros (-11,2%)
  • Reino Unido: 83 milhões de euros (-46,2%)

A AFIA considera que as exportações deste tipo de material “continuam a mostrar sinais de resiliência”.