Fundada em 1949 em Espanha, a GAES – Centros Auditivos é líder ibérica no setor da reabilitação auditiva e, entre outras atividades relacionadas com proteção auditiva e sistemas complementares de comunicação, é fabricante dos aparelhos auditivos Microson.

Presente em Portugal desde 1993, conta com 23 centros auditivos e mais de 150 centros de consulta em parceria com outras entidades, que fazem parte de uma vasta rede superior a 500 centros distribuídos, além de Portugal e Espanha, também por Andorra, Argentina, Chile, Equador, Panamá e Colômbia.

Com 71 colaboradores em Portugal, a quantidade de viaturas no nosso país é pequeno quando comparado com Espanha, onde o parque ultrapassa as 180 viaturas.

Mas o número não impede uma supervisão atenta da própria diretora-geral da GAES no nosso país, contando com o contributo das gestoras na otimização de processos e no aconselhamento quanto a novas soluções.

O maior desafio, no atual cenário de agravamento da fiscalidade automóvel, é conciliar uma gestão eficiente dos contratos de AOV, desde logo selecionando a melhor viatura em função dos encargos associados, com a segurança, o bem-estar e a comodidade de condução, aspetos que Dulce Martins Paiva não descura e considera mesmo prioritários.

A Diretora-Geral da GAES considera também fundamental para o controlo dos custos efetuar uma gestão eficiente de rotas, nomeadamente para prevenir eventuais desvios de quilometragem, que penalizem as terminações dos contratos.

Pela mesma razão é atribuída importância à responsabilização dos utilizadores das viaturas.

Para controlar os elevados custos de recondicionamento no final de contrato, a GAES elaborou “uma normativa em que o utilizador é obrigado a fazer um uso zeloso e prudente da ferramenta que lhe é colocada à disposição para desempenho da sua função”, explica a entrevistada.

Fatores de negociação da frota GAES

Dulce Martins Paiva, diretora-geral da GAES em Portugal: “A mobilidade dos colaboradores é um fator essencial para a empresa e intrínseca ao desenvolvimento da nossa força comercial”

Em relação aos critérios de aquisição, a diretora-geral da GAES refere que o preço da aquisição e o valor da renda surgem em primeiro lugar, seguido da marca.

“Mas o fator segurança é um ponto determinante na seleção”, destaca.

O processo de renovação de viaturas é feito de forma agrupada e integrada. Apurado o número de viaturas a renovar ou a necessidade de ampliação, a negociação é feita diretamente com as locadoras.

“Em estreita colaboração com as gestoras de frota, procuramos otimizar todos os aspetos de gestão, mantendo-nos a par das diversas soluções e aconselhamento, a fim de garantir uma política de frota sólida, responsável e transparente, quer para a GAES, quer para o utilizador”, explica Dulce Paiva.

Regra geral, os contratos incluem apenas a manutenção. Nos restantes serviços – pneus, viatura de substituição e seguros, “temos uma carteira de fornecedores/parceiros fiável que nos permite dispensar a agregação na renda, o que se tem vindo a comprovar menos oneroso”, refere a diretora do GAES.

“No caso do Seguro Auto, o mesmo está integrado estrategicamente na carteira de seguros da empresa, servindo de alavanca aos outros ramos”, explica.

Esta mesma regra está atualmente a ser seguida na renovação de 4 viaturas ligeiras comerciais, já que uma das viaturas ligeiras de passageiros foi trocada por um comercial ligeiro.

Sendo uma empresa sensível às questões ambientais, a GAES também já ponderou incorporar veículos híbridos.

“No entanto, o sector ainda não desenvolveu competitividade no valor residual deste tipo de viaturas, fazendo com que as rendas, em regime de AOV, se distanciem, em larga escala, das viaturas tradicionais”, justifica Dulce Paiva.

BI da Frota GAES:

  • Viaturas: 11 (8 ligeiros de passageiros, 3 ligeiros comerciais)
  • Idade média da frota: menos de 2 anos.
  • Financiamento: exclusivamente AOV, 36 meses, quilometragem variável em função da utilização.
  • Serviços incluídos em contrato: manutenção preventiva e corretiva. Em alguns casos com viatura de substituição.
  • Serviços com gestão interna: pneus, viatura de substituição, seguro.
  • Utilizadores: quadros superiores e equipas comerciais
  • Equipamento: ar condicionado, mãos-livres, navegação
  • Georeferenciação: Não