A gestão sustentável de pneus deve ser integrada de forma transversal nas políticas de mobilidade e compras da empresa, deixando de ser uma dimensão marginal para se tornar uma peça ativa da estratégia ESG.
Considerando que a taxonomia da UE não é um regulamento específico para pneus, mas sim um quadro geral de classificação de atividades económicas consideradas sustentáveis do ponto de vista ambiental, é recomendável que as empresas integrem estas práticas na sua Política de Frota:
- Eficiência Energética e Redução de Emissões: escolha de pneus com baixa resistência ao rolamento. Tem um impacto direto na eficiência energética dos veículos, reduzindo o consumo de combustível em motores térmicos e a energia utilizada em viaturas elétricas.
- Etiquetagem Energética e Critérios de Compra: adopção de políticas de aquisição com parâmetros que beneficiem pneus com classificações elevadas em termos de eficiência energética, aderência em piso molhado e níveis de ruído exterior.
- Economia Circular e Ciclo de Vida do Produto: integração de práticas de economia circular como a recauchutagem, sempre que tecnicamente viável e economicamente justificada. Redução de desperdício através da reutilização responsável em contextos apropriados. Gestão adequada dos pneus em fim de vida, em conformidade com a legislação nacional e europeia aplicável no que a tal diz respeito.
- Seleção de Fornecedores Sustentáveis: exigir ou garantir que os fornecedores adotam boas práticas ambientais ao longo de toda a cadeia de valor, numa abordagem alinhada com os princípios de due diligence ambiental previstos na Taxonomia da União Europeia. Isto implica a apresentação de relatórios de sustentabilidade, certificações ambientais reconhecidas e a implementação de políticas consistentes de eco-design, redução de emissões e gestão responsável do fim de vida dos produtos.
- Segurança e formação dos condutores: uso de pneus adequados à estação do ano e em bom estado de conservação (com pneus de verão ou inverno sempre que for aplicável ou justificável) e uma auditoria regular ao índice de desgaste. Para garantir uma correcta aderência ao piso, especialmente em condições adversas e, com isso, contribuir para a redução da sinistralidade.
Promover a formação regular e prática para os condutores e o seu envolvimento ativo na verificação do estado da pressão dos pneus, na inspeção visual de desgaste e na deteção de sinais de anomalias nos mesmos, com faculdades (canais) de reporte simples e rápido das ocorrências.
Reforçar a cultura de segurança da empresa. O engajamento dos condutores para uma manutenção preventiva básica vai contribuir para reduzir incidentes, otimizar o desempenho dos veículos e prolongar a vida útil dos próprios pneus.

























