A Kia atualizou o Plano S.

A estratégia de ação futura da marca do grupo Hyundai assenta agora em três pilares fundamentais:

  1. Acelerar transição para os veículos elétricos (VE)
  2. Reforçar o negócio de veículos para fins específicos (PBV)
  3. Expandir os serviços de mobilidade do futuro

Segundo a Kia, a “transformação” vai direcionar a empresa para um portefólio de negócios mais amplo e redefinir todo o ecossistema de mobilidade.

Parte dessa mesma redefinição assenta em:

1. Impulsionar a transição para VE

  • Até 2030, os BEV, HEV e PHEV devem ser responsáveis por 40% da totalidade das vendas da Kia;
  • Aumentar as vendas de VE para 880 mil unidades até 2030;
  • Objetivo anual de vendas: 1,6 milhões de unidades.

Ainda este ano, a Kia vai lançar o seu primeiro VE com plataforma específica.

Ao longo dos próximos cinco anos, graças ao Plano S, a Kia vai reforçar a sua gama de VE com onze novos modelos – sete VE dedicados construídos a partir da Plataforma Modular Global Elétrica (E-GMP) e os restantes quatro baseados nas estruturas já utilizadas nos veículos com ICE.

A empresa avança, em primeira mão, que o primeiro VE com plataforma específica da Kia terá o nome de código CV – mais detalhes e especificações de performance do CV a serem apresentadas em breve.

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2. Reforçar o negócio de PBV

O primeiro PBV da Kia será revelado em 2022.

A Kia pretende, com o Plano S, atingir um volume de vendas na ordem de um milhão de unidades até 2030.

O objetivo é claro: tornar-se num dos líderes mundiais em matéria de PBV.

Como?

Expandindo o seu negócio de PBV através da inovação aberta e cooperação com outras empresas para o desenvolvimento de plataformas para os sectores das entregas feitas por veículos não tripulados e para o e-commerce.

3. Expansão dos serviços de mobilidade do futuro

Nos domínios do business-to-business (B2B) e do business-to-government (B2G), a Kia vai lançar um serviço baseado nos VE que combina as assinaturas com o carsharing.

Ao abrigo deste novo conceito de serviços de mobilidade, os VE serão utilizados para atividades empresariais durante a semana e alugados por particulares aos fins-de-semana.

Ainda este ano, o programa Kia Flex terá uma versão internacional chamada Kia Subscription. Gerido pela Sixt Leasing, adquirida pelo Hyundai Motor Group no ano passado, este serviço permitirá o acesso a automóveis através das redes de concessionários regionais da empresa.

Mas também há um plano de negócios para 2021

A Kia prevê um crescimento dos seus lucros operacionais durante 2021, baseando-se no aumento do volume de vendas e nas melhorias do preço médio de venda (ASP) e venda de produtos.

Como?

  • As vendas globais para 2021 devem chegar perto das três milhões de unidades (2.922.000), o que representa um aumento de 12,1% relativamente a 2020;
  • As receitas devem ser de 49 mil milhões de euros, o que representa um aumento de 10,8% relativamente a 2020;
  • Os lucros operacionais devem ser de 2,6 mil milhões de euros, o que representa um aumento de 70,1% em relação a 2020.

Também a margem de lucros operacionais foi revista em alta.

Para 2021, o objetivo é 5,4%, sendo que em 2025 este número deverá cifrar-se nos 7,9%.

Como?

Tendo por base um crescimento equilibrado em todos os mercados.

Aumentar o volume de vendas de médio e longo prazo para 3,8 milhões de unidades até 2025.

Se em 2021 a percentagem de vendas de veículos “verdes” se situará nos 10% das vendas totais, em 2025 deve duplicar (22%).

Melhorar a gama de produtos e aumentar a rentabilidade dos VE também está em cima da mesa.

O ambicioso objetivo passa por alcançar, em 2025, uma rentabilidade semelhante à que é proporcionada atualmente pelos veículos ICE.

O recurso a economias de escala deverá também reforçar e melhorar o desempenho da marca nos custos com os VE.

Investir em pesquisa e desenvolvimento não será esquecido.

Além disso, a Kia vai manter o nível de investimento anual de cerca de 3,7 mil milhões de euros, embora admita a redução da alocação atual em segmentos de negócio tradicionais já existentes.

Ao mesmo tempo, propõe-se a aumentar gradualmente a sua proporção de investimento estratégico em projetos futuros.