O revestimento total de uma viatura comercial é uma forma económica de dar visibilidade à marca e pode traduzir-se em vantagens no recondicionamento

Quando se cruzar com uma viatura de empresa parcial ou totalmente envolvida em publicidade, é provável que se trate de um trabalho efetuado pela Planimagem.

Apesar de na sua atividade constar também a execução de grandes outdoors, a decoração de stands de feiras ou centros comerciais (por exemplo, do espaço da Kia no Fórum Almada), esta empresa 100% portuguesa faz também regularmente trabalhos de revestimento total ou parcial de viaturas de frotas (de qualquer forma e dimensão) ou simplesmente a aplicação do “lettering” com identificação da marca, contacto e serviço do cliente.

Manuel Bessa, que superintende comercialmente a área dos transportes, realça as vantagens desta forma de comunicação. “É uma forma bastante económica não só de publicitar a empresa, como de divulgar os seus contactos”.

Contudo, a experiência recomenda que não se ceda à tentação de se colocar demasiada informação no veículo. “Há quem tenda a abusar, tornando-a pouco legível. Muitas vezes, as soluções mais simples, só com a identificação da empresa e um contacto, são as que resultam melhor. Ou então uma decoração apropriada que realce a atividade principal, o tipo de serviço prestado ou o produto comercializado. A mensagem passa melhor e o resultado é menos confuso, mais apelativo”.

Cada caso é um caso

planimagemNo portofólio da Planimagem constam trabalhos para empresas de telecomunicações, para a Riberalves, AR Telecom e, mais recentemente, para a distribuidora Viadirecta e para a nova frota de entregas ao domicílio do Pingo Doce, por exemplo.

Nas instalações de Alfragide existe uma equipa com capacidade para desenvolver todo o trabalho criativo da decoração. Mas a empresa pode simplesmente dar corpo (leia-se, imprimir em suporte apropriado) o design aprovado pelo cliente e que lhe chega através de uma agência de publicidade.

A escolha do material depende bastante da durabilidade e utilização que vai ser dada à viatura, explica Manuel Bessa.

“Existem vários materiais para vários anos: 3,5, 7 e até 10. Por isso, em primeiro lugar, temos de saber qual a duração pretendida pelo cliente. Só depois podemos definir o tipo de suporte mais apropriado, que tanto podem ser imagens impressas ou, no caso de “lettering”, pelo processo de recorte em ‘plotter’”.

E em caso de sinistro?

Todo o trabalho de impressão e recorte é feito internamente. Tal como a aplicação da película nos veículos, cuja superfície tem de estar convenientemente desengordurada, de forma a garantir a melhor aderência, incluindo nas partes vidradas (habitualmente vinis perfurados para manter visibilidade para o exterior) e para-choques. Neste último caso, resulta até melhor quando previamente pintados.

Manuel Bessa elucida também que “os vinis com imagens requerem a aplicação de uma película suplementar para proteção dos raios UV. Isto vai permitir conservar as cores da impressão, o que é bastante importante porque, numa situação de acidente, podemos voltar a decorar apenas o painel sinistrado da viatura, sem grandes contrastes de intensidade. Como mantemos o ficheiro do cliente, rapidamente facilmente voltamos a imprimir a zona que foi danificada”.

Quanto custa envolver uma viatura em publicidade?

planimagemCada tipo de trabalho obedece a determinados requisitos, daí os preços variarem em função da qualidade e quantidade do material, bem como do grau de dificuldade da sua aplicação.

Mesmo assim, Manuel Bessa aponta para um custo médio de 1000 euros para o revestimento total de uma viatura ligeira. Este valor pode ser atenuado após o final do tempo de utilização da viatura e consequente remoção da decoração: “Como o processo é feito com colas especiais que não danificam a viatura, apenas com apoio térmico para moldagem das superfícies curvas, depois de removido o material publicitário, regressa a pintura de origem, sem riscos.”

Isto não acontece nas decorações parciais ou aplicação de lettering. “Nesse caso é natural haver um contraste entre as partes da tinta que foram protegidas e as que foram sujeitas aos efeitos do sol, por exemplo. Mas posso afiançar que a remoção do material, quando efetuado por nós, não deixa quaisquer vestígios ou resíduos de cola.”