POLITICA FROTA

Como elaborar uma política de frota eficiente? Por onde começar? Com a TomTom Telematics, a FLEET MAGAZINE revela 7 etapas para consegui-lo

A política de frota de uma empresa é a chave para uma boa gestão do parque automóvel. Mas ela só funcionará, na prática, se conseguir envolver todas as partes interessadas e souber mantê-la viva através de novos desafios.

1.º AVALIAÇÃO

O tipo de condução tem influência sobre consumos e desgaste da viatura. Comece por analisar o estado atual da frota e o comportamento individual de cada utilizador, para obter uma visão precisa do desempenho geral e da atitude de cada colaborador em relação ao uso que faz da viatura e à forma como a conduz.

Vai ser necessário um software de gestão de frota para ajudá-lo a identificar os principais problemas e obter uma noção concreta por onde começar a agir.

2.º METAS

Estabeleça objetivos concretos para poder transmitir uma ideia clara sobre o que que espera de cada condutor e em que aspetos é possível melhorar a sua condução: consumo, comportamento ao volante, sinistralidade, desvios de rota, infrações, tempo excessivo da viatura ao ralenti…

Deve elaborar normas realistas e ajustadas à realidade da sua empresa. Para isso, compare valores com outras empresas do setor, compartilhando informações e dados com outros responsáveis de frota. Isto contribui para chegar mais rapidamente aos objetivos delineados.

3.º ENGAJAMENTO

É fundamental. Procure envolver todos os colaboradores e utilizadores das viaturas no processo, sem fazer distinção do cargo.

Partilhar os seus planos de poupança com toda a equipa de gestão da empresa vai ajudar a co-responsabilizá-los nos objetivos traçados. A aprovação superior vai também ajudá-lo a ganhar respeito de todos os elementos envolvidos e a liderar um processo que passa, inevitavelmente, pela alteração de muitos hábitos de condução e de utilização do automóvel. Incluindo das chefias.

4.º TRANSPARÊNCIA

O envolvimento de todos deste o início é saudável e transparente. Por isso, partilhe os dados e as poupanças alcançadas, comparando o desempenho individual com a média dos resultados de colegas em idênticas condições.

É vital que qualquer cenário ou atitude sejam implementados de forma positiva. Identificar os defensores da mudança e engajá-los no processo vai ajudá-lo a difundirem a mensagem aos colegas.

Destaque os benefícios de uma condução eficiente até para a melhoria da própria segurança de quem conduz.

5.º AÇÃO

Identifique os condutores problemáticos e atue com firmeza. Se a política da empresa o permitir, não hesite em publicar uma classificação do desempenho dos utilizadores, realçando os que obtiveram pior desempenho face ao que era expectável.

Não é necessária uma análise exaustiva: sistemas como o “OptiDrive” da TomTom analisam a prestação e classificam-na simplesmente com sinais verdes, amarelos e vermelhos.

Equacione incentivos que estimulem uma concorrência salutar entre utilizadores.

Por vezes, basta identificar os condutores mais comprometidos com a mudança e usá-los como exemplo, compartilhando os resultados e os ganhos alcançados. Mas não coloque de lado soluções como o “upgrade” de algum equipamento ou da própria viatura utilizada, uma folga extra ou até um prémio, pecuniário ou não.

6.º SOLUÇÕES

Procure soluções para melhorar a eficácia e melhorar a atitude de condutores problemáticos: cursos de condução eficiente como os promovidos pela “Top Driving Solutions” garantiram resultados acima das expetativas na Telcabo (reportagem na edição de Junho de 2015 da Fleet Magazine).

A instalação de dispositivos nos veículos que analisem, em tempo real, o estilo de condução praticado têm mostrado capacidade para refrear comportamentos de condução.

7.º ORGANIZAÇÃO

É importante estabelecer limites temporais para medir o sucesso das ações implementadas.

Estabeleça prazos claros para aferir os resultados e não hesite em compará-los com os objetivos globais da empresa.

Elabore relatórios periódicos com os resultados, sendo que períodos curtos vão permitir-lhe corrigir rapidamente desvios e dar aos utilizadores uma perceção da sua evolução e quais os parâmetros que ainda podem melhorar.

Um sistema de frota com relatórios automáticos vai poupar-lhe tempo e trabalho. Exibido sob a forma de um ranking, de modo a que os condutores possam comparar o seu desempenho individual em relação à equipa, vai contribuir para promover uma cultura de melhoria contínua e pró-ativa.