Depois das matrículas nacionais de carros elétricos terem crescido quase 70% no ano passado, e com os 100% elétricos a representarem já 10% do mercado de ligeiros novos, também a cobertura de postos de carregamento elétrico da rede pública MOBI.E aumentou (+66,5%) em 2021.

A mobilidade elétrica continua assim a aumentar em Portugal a cada ano que passa, e 2021 foi o ano de todos os recordes.

40% das empresas de média e grande dimensão já têm carros elétricos na sua frota

A rede MOBI.E está a acompanhar a tendência de crescimento nas vendas de elétricos e divulga agora os números mais marcantes de 2021. Assim, em relação a 2020:

  • Aumento de 48% no número de utilizadores (mais de 58.500);
  • Número de carregamentos cresceu 56% (mais de 1,46 milhões);
  • 18,5 GWh de energia consumida (aumento de 75%);
  • A emissão de CO2 foi reduzida em cerca de 13,4 milhões de toneladas.

Incentivos e vantagens da mobilidade elétrica

A infraestrutura de carregamento elétrico

  • Há agora 2.360 postos de carregamento (que representam mais de 4.880 tomadas). Feitas as contas, estes números traduzem-se num ritmo médio de instalação de 18 postos de carregamento por semana;
  • O número de postos com potência superior a 22 kWh é agora de 567 (um aumento de 117%). Estes postos disponibilizam uma potência de 106,1 MW no total da rede (mais de 1,5 vezes superior aos níveis de potência exigidos pelo futuro pacote legislativo da UE);
  • A rede MOBI.E tem agora postos instalados em 302 municípios; tal representa uma cobertura geográfica superior a 98%.

De acordo com Luís Barroso, presidente da MOBI.E, este crescimento mostra que a transição para a mobilidade elétrica é uma realidade e que tem de ser consolidado com a confiança crescente dos utilizadores na rede pública de carregamento elétrico.

“O sucesso alcançado em 2021 dá um grande alento para enfrentarmos os desafios dos próximos anos, em termos de posicionamento nos critérios de potência previstos na futura legislação europeia e no cumprimento dos objetivos da descarbonização”, acrescenta.