
A decoração comercial de viaturas com a imagem ou a marca da empresa, anúncio dos serviços e dos contactos são uma forma simples e pouco dispendiosa de fazer publicidade móvel
O carro ou a frota de veículos de uma empresa podem ser um meio económico e eficaz para promover um negócio ou anunciar um serviço.
Uma viatura comercialmente bem identificada e, do ponto de vista do design, com uma concepção publicitária bem concebida e apelativa, vai conceder mais visibilidade à empresa, fazê-la destacar-se da concorrência, aumentar o valor da marca e concorrer para atrair novos clientes.
Pode também contribuir para proteger o veículo do natural desgaste do tempo e de pequenos riscos. Por exemplo, numa decoração integral, ao fim de 2 anos, a pintura da viatura permanece como nova, garante uma das empresas que executa este tipo de serviço.
Mas não são só vantagens e a colocação de publicidade numa viatura incorre em mais custos além dos que decorrem do trabalho de decoração, um dos quais o pagamento de uma taxa municipal.
Os valores em causa variam em função da edilidade em que a empresa está registada e a dimensão da publicidade exposta, podendo atingir algumas centenas de euros por ano. E algumas câmaras são mais rigorosas do que outras na aplicação da lei.
Imaginação e orçamento são os limites da decoração
Quando se avança para a decoração de um carro, o primeiro aspecto a ter em conta é precisamente a escolha de veículo em que vai ser aplicado.
Dependendo do trabalho que vai ser executado – parcial ou revestimento total -, há veículos cujas formas podem exigir moldagens mais complexas ou que podem incorrer no risco de não aderirem convenientemente.
Nos casos de revestimento integral, para-choques pintados são essenciais para a melhor adesão dos vinis moldáveis termicamente.
Também a escolha do material utilizado na decoração depende do trabalho requerido, da durabilidade e do tipo de utilização ou desgaste que o veículo irá ter.
“Existem materiais para 3, 5, 7 e até 10 anos”, garante Manuel Bessa, responsável comercial da Planimagem, firma que realiza trabalhos de revestimento total ou parcial de viaturas de todas as dimensões e formas ou simples aplicação de logótipos com identificação da marca, contacto e serviço do cliente.
No caso de alguns vinis com imagens é essencial a aplicação de uma película suplementar para protecção dos raios UV.
“Isso vai permitir conservar as cores da impressão”, esclarece Manuel Bessa. “O que é bastante importante quando ocorre um acidente, porque podemos voltar a decorar apenas o painel sinistrado da viatura, sem grandes contrastes de intensidade”.
Os materiais actualmente disponíveis permitem também revestir qualquer parte da viatura e até moldar-se às zonas mais complicadas.
Custos, ganhos e riscos
Manuel Bessa aconselha as empresas a não cederem à tentação de colocar demasiada informação no veículo: “há quem tenda a abusar, contudo as soluções simples, com a identificação da empresa e um contacto, são as que resultam melhor. Com uma decoração apropriada, que realce a actividade principal, o tipo de serviço prestado ou o produto comercializado, a mensagem passa melhor e o resultado é menos confuso, mais apelativo”.
Os preços variam naturalmente em função do material e da dificuldade técnica da sua aplicação. Para se ter uma ideia, o revestimento total de uma viatura ligeira pode custar mil euros.
Contudo, explica Manuel Bessa, este montante pode mitigar os encargos com o recondicionamento do veículo: “como o processo é feito com colas especiais que não danificam a pintura, apenas com apoio térmico para moldagem das superfícies curvas, depois de removido o material publicitário, regressa a pintura de origem, sem riscos.”
Apesar das muitas vantagens, algumas empresas podem optar por não identificar a sua frota automóvel.
Os motivos são variados, não se cingindo sequer a razões económicas.
Segundo explica a responsável pela gestão do parque automóvel de uma conhecida entidade que comercializa produtos médicos, desde que abandonou a colocação do seu logótipo na frota comercial, conseguiu reduzir drasticamente o número de furtos nos carros da empresa.
Já uma marca que comercializa essencialmente acessórios para automóvel e equipamento oficinal, a descaracterização de parte da frota reflectiu-se não só no aumento dos índices de mobilidade da mesma como na diminuição dos encargos com coimas que resultavam, essencialmente, do esquecimento ou mau preenchimento de guias de transporte.






















